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episódio 144, Nádia Tavares

A convidada desta vez, é a minha colega de pós-graduação, a Nádia Tavares, ex-atleta internacional na modalidade de basquetebol e psicóloga do desporto.

Livros falados:

Para ler o texto mais longo com a minhas reflexões sobre a nossa conversa, tornem-se patronos no Patreon.

 

 

 

episódio 81 Christina Quest

A convidada desta semana é a Christina Quest, música e criadora do movimento Rock À Lady.

Eu conheci a Christina através da outra Cristina, a Nobre Soares, um dia que houve meet-up do Colab at Art, e aí depois de falarmos sobre várias coisas, convidei-a para a entrevista e ela prontamente acedeu.

A Christina é música, vive da música porque decidiu viver disso, pois há uns anos trabalhava noutra área onde ganhava muito dinheiro, e escolheu passar a ganhar menos durante algum tempo para se dedicar de corpo e alma ao que gosta de fazer, mas anos mais tarde já ganhava com a sua paixão o que ganhava anteriormente numa coisa que não lhe agradava tanto.

Disse-me que gosta de dinheiro, mas não de forma apegada nem coloca no dinheiro uma carga que ele não tem, algo que eu nos últimos tempos fiz, e percebi que não é de facto o caminho.

Não será só o dinheiro, percebo agora, que em tudo o que fazemos ou queremos vir a fazer, devemos colocar esse elemento de paixão, mas paixão desapegada, todos os dias, ou com a frequência que nos for possível, trabalhar naquilo que queremos, sem contudo exigir que as coisas se realizem da forma exacta que ambicionamos, deixando espaço ao imprevisto, ao surpreendente e até espaço para gozar a viagem até ao nosso objectivo.

A Christina começou este processo de crescimento humano há vários anos, não é algo que se vejam resultados gigantes em pouco tempo, mais uma vez vejo por mim, que já estou muito à frente de onde comecei com o Falar Criativo, porém andei umas semanas pior quando me foquei no que ainda faltava e me esqueci daquilo que já andei.

Esta conversa, e mesmo o episódio pode parecer nalguns pontos e para algumas pessoas um pouco “wu-wu”, mas a verdade é mesmo esta a energia que colocamos nas coisas deve ser uma energia de gozo, de coragem de sermos autênticos, uma energia de gratidão. Não pretendo converter ninguém ao lado mais positivo do que é trabalhar naquilo que se gosta e viver disso, todos nós estamos a fazer um caminho, a velocidades diferentes, não comparemos nem objectivos nem maneiras de lá chegar, mas todos devemos gozar a viagem.

 “It is more important to know where you are going than to get there quickly. Do not mistake activity for achievement.

Remember that there is nothing stable in human affairs, therefore avoid undue elation in prosperity or undue depression in adversity.”
Isocrates

 

 

 

episódio 80 – Catarina Catarino

A convidada desta semana é a Catarina Catarino, a qual tomei contacto através de um grupo que ambos fazemos parte, grupo esse em que somos (pelo que sei) os dois únicos portugueses.

Chamou-me à atenção estar mais um português, neste caso uma portuguesa, naquele grupo, pois faço parte de outros grupos do género e não é comum encontrar lá almas lusas.

Investiguei o que a Catarina fazia, e apercebi-me que estava na área da nutrição, postura e movimento, áreas que bastante me interessam, mas acima de tudo quis falar com ela pela abordagem que ela tem do assunto.

Estando sediada na Madeira, e sendo portuguesa, isso não a impediu de ter a coragem de ver o mundo como possível mercado, pois através do Skype e o site em inglês, a localização e a língua deixaram de ser impedimento.

A criatividade para mim, como as pessoas que seguem o podcast já sabem, passa por muita coisa, e está presente em quase tudo, seja na forma como nos mexemos seja na forma como comemos.

Muitos de nós, quando a pressão aumenta, deixamos de fazer aquilo que nos colocou em posição de fazer bem, passamos a comer a primeira coisa que nos aparece à frente (de preferência cheia de açúcar), e normalmente à pressa. A questão é que nós somos mente e corpo, e atrevo-me a dizer que as ideias, e aquilo que fazemos com elas, passa também pela maneira como nos alimentamos e como nos mexemos. A falta de energia para fazer, ou uma letargia mental, que nos inibe de estarmos no nosso melhor para produzir algo de valor, é muitas vezes parte de um ciclo que começa numa sobrecarga, que resulta em más posturas, falta de exercício e o recurso a comidas que no deêm um ganho calórico rápido, mas que logo de seguida se esgota e deixa mais mazelas que benefícios. Até podemos conseguir “enganar” o corpo durante algum tempo e “espremer-lhe” ideias de valor, mas é um caminho que cedo acaba e nos faz embater numa parede.

Essa parede pode ser um esgotamento, uma gordura abdominal que teima em não desaparecer, uma forte dor nas costas que nos acompanha todo o dia, e tudo porque não fomos ouvindo os sinais do corpo, e achamos que a mente controla tudo, e que “é só mais um bocadinho”.

Eu por mim falo, pois quando as coisas para fazer são mais que o tempo para as fazer, a tendência natural é largar o tempo “perdido” como exercício, e comer qualquer coisa rápida, e os doces passam a puxar por mim como um remoinho que leva tudo para o fundo.

Mas por mim também falo que se resisto ao pensamento inicial de ceder à pressão, o resultado é bem superior, mais sustentado, pois consigo fazê-lo de forma mais regular.

Como a Catarina diz, a digestão é importante, seja comida ou informação, e para digerir é preciso tempo.

 

 

 

Inquérito

Gostaria de pedir 1/2 minutos do vosso tempo para responder a um pequeno inquérito, para poder melhorar o podcast. Desde já muito agradecido. p.s. – infelizmente não posso sortear automóveis pelos participantes.