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Cockman, um livro de banda desenhada

Um dia recebo uma mensagem a dizer-me:
“Bom dia,
O meu nome é João André Ribeiro (John River) e estou neste momento a tentar promover e divulgar o primeiro livro de banda desenhada do meu projecto.”
Entre várias trocas de mensagens, lá combinei encontrar-me com o João, para falarmos um pouco sobre o seu livro “Cockman”.
Falámos um pouco sobre o processo de escrever o livro, como tinha surgido a ideia, e fiquei a perceber que o João tem uma mentalidade de crescimento, de dia a dia melhorar, e de ser fiel àquilo em acredita e se sente melhor a fazer.
Ofereceu-me uma cópia do livro para eu ler, e caso eu achasse que se justificava, divulgar.
E justifica-se a divulgação deste projecto, é um livro diferente, algo naïf, que me fez lembrar projectos que muitos jovens têm com amigos de criarem a sua própria banda desenhada, mas com um nível mais cuidado, com mais mestria.
Se é o melhor livro de banda desenhada que li? Não. Se acho que podia ser melhor? Podia. No entanto a história prende-nos diverte-nos, pois está cheia de humor, de aventura, de surpresas, e é um belo começo para o João nesta sua vontade de ser autor de banda desenhada.
Este é o primeiro de uma saga, e tenho a certeza absoluta que os outros serão ainda melhores, e eu fiquei cheio de vontade de saber mais sobre estes personagens.
Enquanto isso não acontece irei reler o livro, ver coisas que não vi, explorar outras camadas que estão lá e tanto enriquecem o livro, e nós os leitores.
A coragem de lutar por aquilo em que acredita, fez-me a mim acreditar que ainda vamos ouvir falar mais do John River e destes seus personagens.
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 Sinopse da editora:

Alves é um Alce com factor-cura, Qem-Éq é o seu irmão adoptivo e consegue falar com os animais. Ambos são os príncipes de Cannadis – um reino utópico de super-heróis, situado no interior do Canadá. Os 2 heróis estão de passagem por GoddamnCity, visitando o seu amigo Cockman, um super-herói canadiense. É o ano 2999 da nova era e o mundo está ligeiramente diferente.

Cockman – Episódio 1
Autor: John River
Editora: Chiado Editora
40 páginas a cor
ISBN: 978-989-51-9937-2
PVP: 7€

 

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Falar de felicidade

No dia 31 de Maio, a propósito do lançamento do Audiobook do livro da Rossana Appolloni, com a qual faço o podcast Ousar Ser, houve um pequeno debate sobre o que é isso de se ser feliz, e o que é a felicidade para as várias pessoas presentes.

As pessoas presentes para além de mim, foram a Rossana Appolloni, a Joana Rita Sousa, o Miguel Gizzas, o António Pacheco, e o Zé Pedro Cobra. De todos eles só ainda não entrevistei o Zé Pedro, mas conto fazê-lo brevemente.

Foi um momento diferente para mim, não ser o entrevistador, e passar para o lado de quem exprime a sua opinião, a sua experiência, e o seu entendimento do que é isso de se ser feliz.

Serviu também para perceber que já estou mais à frente do local onde comecei há 19 meses, quando dei início ao Falar Criativo, o que foi um bálsamo, ver que conheci pessoas fantásticas nestes meses, e que de alguma forma contribuí com valor na vida de outras pessoas, que estavam presentes e que seguem o que faço.

Outra coisa de salientar é que fui eu quem gravou, editou, masterizou e finalizou o Audiobook, excelentemente narrado pela Rossana. Eu não tive formação nesta área, e fiquei muito contente com o resultado final do que produzi.

Aconselho que comprem o livro, e se puderem também o Audiobook, o livro é bom, e o audio só o complementa.

A felicidade passa por estas pequenas coisas, quem encontramos pelo caminho e aquilo que aprendemos e partilhamos.

Os Beatles

O que seria dos Beatles se começassem agora?

Os Beatles soam em banda sonora de fundo cantando “…good morning, good morning…”, e eu pus-me a pensar numa questão.

Será que os Beatles seriam “OS BEATLES”,  banda que todos conhecem e que de alguma forma mudaram a música para sempre, se tivessem vivido nos dias de hoje?

Uma ressalva desde já, antes que me comecem a bater, eu sou fã dos Beatles, por isso acompanhem-me neste raciocínio.

Hoje em dia qualquer banda que esteja a começar, além das bandas que também elas estão a começar e as bandas que já cá estão, tem de competir com toda a música que temos para trás.

Pensem nisto, quando os Beatles surgiram quantas músicas existiam gravadas e disponíveis para ser ouvidas e passadas na rádio, desde que se inventou a gravação musical?

Qualquer pessoa hoje em dia, ou quase todas as pessoas, têm acesso a toda a música que já foi feita, seja ela de que ano ou género for.

Os Beatles, os Rolling Stones, o Elvis, e todos esses artistas, são concorrentes pela atenção musical que uma banda que começa necessita.

Ter um número grande êxitos à escala mundial torna-se cada vez mais difícil, daí ser a música mais pop,  com maior máquina de marketing por trás, ou até uma história associada que seja mais comovente, a escolhida para ouvir.

Quantas rádios existiam na altura dos Beatles? Quantos canais de televisão? Muito menos do que agora, os canais de acesso ao público aumentaram, o público aumentou, mas a dispersão foi a que aumentou mais.

Um êxito vendia muitos discos pela escassez de alternativas, hoje em dia por muito boa que seja a música, terá sempre de competir com a segunda metade do século XX e as primeiras décadas do século XXI.

 

Inspiração e Cócó

  •  Inspiração – 1.acção através da qual o ar entra nos pulmões 2.insuflação divina 3.faculdade criadora 4.acção de inspirar algo a alguém;influência 5.sugestão;lembrança 6.ideia ou pensamento súbito.
  • Expiração – 1.acto de expirar 2.fenómeno mecânico da função respiratória, que consiste na expulsão do ar (que tinha sido inspirado) dos pulmões para o exterior 3.termo de um período convencionado

Como se pode ler através das definições das duas palavras, o acto de inspirar tem no caso da criatividade uma maior relevância, do meu ponto de vista, pois a expiração é o resultado daquilo que foi inspirado e depois processado.

A ideia de escrever este post surgiu porque ouvi alguém a falar da importância que a qualidade daquilo que “inspiramos” tem na qualidade daquilo que “expiramos”.

Isto é, se só consumirmos ar poluído, música de má qualidade, mau cinema, mau jornalismo, intrigas e fast food, o resultado é que aquilo que produzimos será também de má qualidade (peço desculpa pela imagem escatológica que acabei de colocar nas vossas cabeças, mas o resultado é de facto, cócó).

Por outro lado se deliberadamente e conscientemente dermos prioridade a inspirar ar puro do campo (ou praia para aqueles que preferirem), música de qualidade, estar com pessoas positivas, e ingerir comida saudável, o resultado será sem dúvida bem melhor (sei que na comida saudável também resulta em cócó, mas é a única desta lista).

Resumindo e concluindo, por estas razões, cultivem o hábito de ser selectivos com o que consomem, escolhendo não ler imprensa sensacionalista, não responder nem dar importância a pessoas negativas, ver os melhores filmes que conseguirem, ler livros que vos emocionem, e evitando a fast food.

Embora simples não é fácil, grande parte daquilo que temos contacto no nosso dia-a-dia é de má qualidade, se não formos criteriosos, e se activamente não procurarmos fontes de inspiração saudáveis é facilmente viramos água parada e mal-cheirosa.

Temos de descobrir as fontes que fazem sentido para nós, e reservar tempo para as consumirmos, e da minha experiência aquilo que vos posso dizer, é que quando como rosas, cheira menos mal.

Exemplos prácticos:

-15 minutos de leitura ao deitar ou ao acordar

-15 minutos de passeio ao ar livre

-Telefonemas e encontros com pessoas que nos fazem sentir bem

-1 bom filme por semana

-Evitar o pão e comer mais saladas

-15 minutos de escrita

-10/15 minutos de meditação

-20 minutos de exercício físico

Não é preciso fazer todos, é melhor escolher dois, testar durante duas semanas e analisar o resultado. A seguir manter esses, testar novos, e até acrescentar outros.

E vocês têm rotinas e hábitos que vos ajudam a “expirar melhor”?

Sugestões aqui nos comentários são muito bem-vindas.

Passatempo Não Faço Ideia

Uma vez que gostei tanto do livro do Vasco Durão, o “Não Faço Ideia” decidi oferecer duas cópias autografadas a dois ouvintes do podcast.

Para se habilitarem só têm de enviar a resposta a duas perguntas para o email rui@falarcriativo.com.

  • Qual o episódio que mais gostaram do Falar Criativo até agora, e porquê?
  • Porque é que acham que deveriam receber o livro?

A data limite para o envio de respostas é o dia 2 de Maio, anunciarei os vencedores na página do Facebook e no próximo episódio do podcast.

Fico então a aguardar as vossas respostas criativas.