From Podcast

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ep129, Companhia Mascarenhas-Martins

Os convidados desta vez são a Maria Mascarenhas e o Levi Martins, que fundaram no Montijo uma associação cultural, a Companhia Mascarenhas-Martins.

 

Livros falados:

Se quiserem ler as minhas reflexões sobre a entrevista podem fazê-lo na minha página do Patreon.

 

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episódio 128, Zé Diogo Quintela

O convidado desta semana é o Zé Diogo Quintela, escritor de humor, um dos membros dos Gato Fedorento, e ao qual cheguei através do anterior convidado Ricardo Araújo Pereira.

No dia combinado lá fui ter a casa do Zé Diogo, e logo à chegada conheci o seu cão que coincidência das coincidências também se chama Rui, como eu. Como algumas pessoas sabem, eu também já fui treinador de cães, é algo que ainda gosto bastante, e foi o tema de conversa antes de os microfones começarem a gravar.

A simpatia e educação são para já um elemento comum entre dois dos elementos dos Gato Fedorento, e para mim que sempre fui fã, tem sido um privilégio conhecer pessoalmente tanto o Zé Diogo como o Ricardo. Tenho algumas conversas com pessoas que me dizem, algo que eu também achava, que as pessoas boas nunca se safam, que é preciso ser sacana para conseguir algo na vida, e aqui tenho prova absoluta do contrário, de que os “bons” também ganham sem ser nos filmes, pois o sucesso que eles tiveram no nosso país, só poderá ser comparado, em termos de popularidade com um Cristiano Ronaldo.

Existe aquela expressão que diz que “demora muito tempo a criar um sucesso de um dia para o outro”, e aqui é bem verdade, pois quando a popularidade e o reconhecimento pelo público em geral surgiu, ele já escrevia humor há algum tempo.

A centelha que fez com que tudo começasse, foi uma coisa que chamo a “arrogância boa”, aquele momento em que achamos que sabemos fazer melhor algo que outros fazem, e no caso do Zé Diogo foi o achar que conseguiria escrever melhores fins de piada ( punchlines) que os escritores da série Friends, esse exercício de ouvir o que foi dito, e conseguir imaginar algo que para ele tinha mais graça.

Decidiu enviar uns textos para as Produções Fictícias, conseguiu entrar, e segundo a sua modéstia, hoje em dia é muito mais difícil conseguir um trabalho destes tão facilmente uma vez que a concorrência de quem escreve é muito maior, apesar de nem toda ser boa, há muita que o é.

A versão da história não é diferente do que a que o Ricardo contou, a história é a mesma, porém, a motivação que o levou a aceitar o desafio de fazer stand up pela primeira vez, foi a de não querer ficar para trás, de não se querer arrepender por não ter ido, diz que é uma característica sua.

Referiu-me na troca de emails antes da entrevista, que não sabia se tinha algo de tão interessante para partilhar sobre o processo criativo de escrever humor, mas aquilo que partilhou durante a entrevista, mostra bem o contrário, que percebe do seu ofício, e mais importante ainda, sabe quais são as rotinas que o fazem ter ideias, e disciplina-se para as cumprir. A disciplina é de facto uma ferramenta essencial para a criatividade, não é tão romântico falar nisso, gostamos de cultivar um cenário onde de repente faz-se luz e “A” ideia surge, e tudo é fácil a partir daí.

Gostei muito de ter esta conversa, quando ouvirem vão perceber que construir um projecto à escala que os Gato Fedorento conseguiram fazer, surge porque existe amizade, respeito, saber, profissionalismo, obstinação de querer ver as suas ideias concretizadas, sem nunca almejar à fama, esse resíduo de ser conhecido por um trabalho bem feito.

Há coisas que me ficaram desta conversa, o perceber que nenhum deles queria exposição, que isso, foi o preço que pagaram para conseguir fazer humor do qual se orgulham, que é preferível fazer menos coisas sabendo que se pode fazer mais do que ter tanto para fazer que nos esgotamos e queremos fazer menos, e que o sucesso que vale a pena é o reconhecimento pelos nossos pares.

Vamos ver se consigo completar a caderneta, e entrevistar os restantes elementos.

Livros referidos

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episódio especial Livro Zona, com Nuno Moreira

Este episódio especial é com o anterior convidado Nuno Moreira, que entrevistei em 2014, na altura acerca do seu outro livro o “State of Mind”.

O Nuno vivia no Japão, e entrevistei-o via Skype, desta vez, como ele voltou para Portugal pôde ser pessoalmente.

O seu novo livro “ZONA”, é um trabalho mais pessoal, e foi sobre este trabalho, e sobre a abordagem, a metodologia, que falámos.

Na Casa da Escrita em Coimbra, até ao final do mês de Outubro, está uma exposição com fotografias do livro.

 

 

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episódio 127, Ana Julia Ghirello

A convidada desta semana é a Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, uma incubadora de empreendedorismo social, e co-fundadora da aplicação GoodPeople. Só isto já é dose!
Mas a Ana Julia ainda faz consultoria a empresas usando a sua experiência para ajudar as empresas a ter modelos mais actuais, tendo por exemplo um modelo de gestão mais horizontal.
Eu também sou dos defensores desse modelo, acredito que todos temos, ou podemos ter um papel mais interventivo, mais participativo, e nos modelos mais verticais não há espaço para tal.
Cheguei à Ana Julia através do Fel Mendes, que entrou em contacto comigo para saber do meu interesse nestes projectos, e na pessoa da Ana Julia. Assim que investiguei um pouco sobre o que tinha feito, e até o seu percurso, fiquei cheio de curiosidade de falar com ela.
O percurso é cheio de acasos, disponibilidade para falhar, força de vontade e criatividade para conseguir aquilo a que se propõe.
Há uma frase que disse na entrevista que espelha bem o seu mindset, e que considero ser importante vermos as coisas dessa forma:

“É fazendo  que a gente sabe o que quer e o que não quer”

Ana Julia Ghirello

 Outra coisa que referiu como motor do que tem feito, é “acreditar nos meus incómodos”, acreditar que se há algo que sente não estar bem, ela vai arranjar maneira de resolver.
Há fé, crença de que é possível, temos é de ver como, viabilizar, estudar a melhor forma, ser organizados, ter foco, paixão. Parecem muitos ingredientes, mas se não ficarmos parados a reclamar de como as coisas deveriam ser, toda essa energia é canalizada para o que pode ser, e começamos a juntar à nossa volta as pessoas e os recursos necessários.
Não é fácil, há sacrifícios, mas há dor também em não fazer, por essa razão, mais vale fazer.

“Com o exercitar da autoconfiança, novos poderes surgirão”

Ralph Waldo Emerson

Outra coisa que referiu, e com a qual concordo plenamente, é o facto de nos estarmos a fazer e a refazer todos os dias, que somos seres vivos, orgânicos, que mudam, que têm a capacidade de se adaptar, da mesma forma que as própria empresas deverão ter essa capacidade.

O podcast esteve parado dois meses e meio, e acho que esta conversa é um óptimo recomeço.

Livros referidos:

Sites relativos aos projectos da Ana Julia: