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episódio 88 – Diogo Machado aka Add Fuel

O quarto convidado desta semana especial dedicada ao Muraliza, Festival de Arte Mural de Cascais, é o Diogo Machado aka Add Fuel.

O Diogo é um artista que já queria ter entrevistado, mas fui adiando, até que surgiu a bela oportunidade de o “apanhar” durante esta série especial do Muraliza 2015.

O trabalho dele foi-me aparecendo na frente das mais variadas formas, e percebi desde logo que era um artista com um trabalho muito mais profundo do que possa parecer, e não apenas “um gajo que pinta azulejos em caixas de electricidade”.

Neste aspecto, durante a entrevista referi-lhe o facto de achar que o universo que ele representa, é para mim comparável ao trabalho de um Tim Burton ou um J. R. R. Tolkien, no sentido em que existe uma série de personagens, de cenários que vão construindo um mundo próprio, um mundo imaginado por ele, e que os trabalhos são como que fotografias, ou janelas para esse mundo.

Uma coisa que percebi, foi que o trabalho dele é sólido, porque como artista já está num patamar em que só chegam os grandes artistas, que arranjam processos, que têm a disciplina necessária para ser grandes e se manter lá.

Enquanto somos jovens muitos de nós conseguimos compensar a falta de processo, de sistema, de organização, e de disciplina, usando a energia que temos, dormindo apenas duas horas por noite, porque a idade assim o permite. Porém mesmo que consigamos aguentar durante algum tempo este castelo de cartas, eventualmente ele acaba por ruir, pois a solidez é construída da base, da fundação para cima, e é isso que o processo, os sistemas, a organização, e a disciplina têm como papel fundamental, são essa plataforma sólida à qual podemos subir e ver mais longe.

Assim o meu conselho para mim, neste momento, e para a minha versão de vinte anos, é:

“Organiza-te, estuda a tua maneira de estares no teu melhor, cria um sistema, e disciplina-te, para que nos dias em que não apetece, saibas exactamente o que deves fazer, e assim não viverás no arrependimento daquilo que podias ter feito, e daquilo que podias ter sido.”

Ah, e como nota final, nunca é tarde, mas começar hoje é sempre melhor do que amanhã.

 

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