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episódio 104 – Marta Mestre

A convidada desta semana é a Marta Mestre, que criou uns sapatos de salto alto para andar de bicicleta.

Eu cheguei até à Marta, através de uma amiga em comum, a Sónia Carvalheiro, que partilhou a notícia do público sobre os referidos sapatos.

Já nos tínhamos conhecidos há muitos anos atrás em festas dessa amiga, mas não posso dizer que conhecia realmente a Marta.

O nosso encontro foi no Velocité Café, o que faz sentido, mas que fez com que haja mais barulho que o que eu desejaria.

Quando chegou, a Marta, fez um ar surpreendido e comentou, que não se tinha apercebido que era gravado, e que, como a grande maioria das pessoas, não gosta de se ouvir.

Tranquilizei-a, explicando-lhe que era apenas uma conversa entre duas pessoas, que era gravada, nada mais.

A Marta tal como eu, passou por arquitectura, embora ela não tenha terminado o curso, porque inseguranças, dúvidas, que a fizeram procurar algo que mais tivesse a ver com o que queria, e quer para a sua vida.

Há uma certa fragilidade nela, um tactear das palavras, hesitações, mas há também uma certa força silenciosa, um fogo brando, mas constante, o sítio onde as inquietações encontram espaço e se tornam ideias com uma força maior, que nem os seus medos conseguem parar.

Todos temos medos e inseguranças, mas há em alguns inquietações que são muito mais fortes que esses medos.

Vozes mais altas que o medo de dizer a coisa errada.

O fazer, a criatividade, muitas vezes nada mais é do que isso, ter uma voz cá dentro que não conseguimos calar.

Livro sugerido é o “Ensaio sobre a cegueira” do José Saramago.

Uma vez que a Marta é grande fã de cinema, também sugeriu um filme,  “O sétimo continente” do Michael Haneke.

 

 

episódio 28 Rui Amador

 

O convidado desta semana é o Rui Amador um amante das bicicletas que acredita que as duas rodas a pedal são um meio de transporte cheio de vantagens para as pessoas e para as cidades.

O Rui é uma das pessoas por trás da empresa Biciway, uma empresa portuguesa que desenvolve soluções de mobiliário urbano específico para bicicletas, tendo o seu produto Urbanfix ganho alguns prémios.

As grandes batalhas que uma empresa que está a começar e que quer inovar tem de travar, são a resistência à mudança, o comodismo de se manter as coisas como estão, e por outro lado o Estado que coloca dificuldades à produção de valor, em vez de ser uma alavanca para gerar ainda mais valor para as empresas e como consequência, para o próprio Estado.

Conheço o Rui há mais de vinte anos, e quando fui conhecer um projecto onde ele agora está envolvido, o Velocité Caffé, disse-lhe, “tu davas um bom entrevistado para o meu podcast”, ele concordou e acabou por ser uma conversa entre amigos.

O Velocité Caffé  é um projecto engraçado onde se une um café e uma loja e oficina de bicicletas, um sítio muito agradável para se estar, onde a bicicleta é rainha.

Nesta conversa aprendi várias coisas, uma delas é a de que temos de ser nós a fazer as coisas, que ganhar prémios não é garante de apoios, que as mentalidades mudam devagar, mas que isso não pode ser impeditivo de acreditar e fazer para que as nossas ideias se tornem realidade.