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episódio 100 – Marta Poppe

A convidada desta semana é a Marta Poppe, fotógrafa, a qual conheci pessoalmente no último WFC (World´s Failurists Congress) da Sónia Fernandes, mas cujo trabalho eu já conhecia, pois ela faz parte da “máfia colaborativa” de Óbidos.

Já tinha ideia de falar com a Marta, porque ia vendo algumas fotos que ela ia tirando e eu via em alguns posts, ou fotos de perfis dessa malta de Óbidos, no entanto, outro dia é que me apercebi do projecto que ela faz juntamente com a Cristina Nobre Soares, o Profile Me, um serviço em que se juntam as fotos da Marta com a capacidade de contar histórias da Cristina.

Encontrei-me com a Marta num jardim em Lisboa, na manhã seguinte a ela ter fotografado um casamento num barco, daí a voz um pouco rouca durante a entrevista.

Antes de começarmos, disse-me que era pouco faladora, e eu tremi um pouco, pois, é da conversa do convidado/a, e do que ele/a tenha para partilhar que vive o Falar Criativo.

Admito que houve um momento, nos primeiros vinte minutos, que estava em dúvida por onde levar a conversa, mas mantive-me firme na minha curiosidade, e sobretudo na capacidade de escutar aquilo que a Marta tinha para contar, e não nalguma ideia que pudesse ter para o rumo da conversa.

As emoções são o motor da fotografia da Marta, as pessoas o veículo dessas emoções.

Na nossa conversa, tocámos num assunto que me interessa bastante, que é a questão de ter um mentor, alguém que nos guia, que nos educa numa determinada área a que nos decidimos entregar com o objectivo de perseguir o domínio dessa área, atrevo-me a dizer, chegar à mestria.

O mentor é alguém que nos critica, que nos elogia, mas sobretudo, é alguém que usa a sua experiência, para que o nosso caminho se faça com mais qualidade, e mais depressa, pois ao reconhecer erros que cometeu, indica-nos possíveis soluções, a que ele próprio chegou.

Eu tenho encontrado várias partes de um mentor, espalhadas por várias pessoas, e até por vários livros, mas nunca tive, esse farol, que em dias de tempestade, nos faz sentir mais seguros.

Não sei se o irei encontrar, mas espero algum dia sê-lo para alguém.

Livros sugeridos:

 

 

 

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Óniversário, ou o aniversário do espaço Ó

No dia 13 de Junho fui a Óbidos, ao espaço Ó, fazer uma mesa “podcastável” redonda, sobre o dito espaço, o que é, o que é que Óbidos tem a ver com a criatividade, e o valor que repensar algo tradicional pode ter.

Os participantes foram a Celeste Afonso, vereadora da Câmara Municipal, o Pedro Reis do Colab, e o Nic Mepham, artista plástico. No fim tivemos a participação em forma de fecho do presidente da Câmara, Humberto Marques.

Uma conversa diferente, a lembrar os Encontros com o Património da TSF, mas que manteve muitas das coisas que fazem o Falar Criativo, o passar das ideias à acção, e de que forma podemos capacitar as pessoas a gerar valor, e não ser meros consumidores de empregos.

Gostei da viagem que fiz, da experiência diferente de moderar uma conversa, e de ter um podcast parcialmente em inglês, algo talvez a repetir.

espaço-Ó

 

 

episódio 57 Sónia Fernandes

A convidada desta semana é a Sónia Fernandes, fundadora do World Failurist Congress (WFC), uma celebração à Falha, ao Falhanço, ao Fracasso, no sentido em que faz parte daquilo que corre bem, o tão aclamado sucesso.

Cheguei à Sónia, através de uma ouvinte do podcast, a Nídia Nobre, que me falou do WFC, e que tinha sugerido o nome do Vasco Durão, convidado 23 do Falar Criatio, e que a Sónia tinha aceite. Quando o Vasco partilhou como tinha gostado de participar no evento, que tinha sido uma experiência fantástica, com mais pena fiquei de não ter conseguido ir. Após a  troca de comentários com o Vasco e a Sónia, perguntei à Sónia da sua disponibilidade para ser entrevistada, que prontamente acedeu.

A nossa conversa teve lugar no CoWork Lisboa, ao fim do dia, local onde decorreu o WFC.

Desde as conversas antes da gravação, que percebi algo que a Sónia fala na entrevista, que ela é uma “people’s person”, a sua vontade de ouvir, comunicar e partilhar, cativa desde o primeiro instante.

Na TEDx no Porto, onde a Sónia falou, que segundo ela foi feita em apneia, ela partilha que estava desempregada quando se lembrou de criar o WFC, como que uma reacção à “praga” que assolou (e ainda assola) do “tens é de ser empreendedor”, e “é só ter sucesso”, e em lado nenhum se falava do que corre mal até correr bem.

Com um computador, a internet do vizinho, e muita vontade, a Sónia conseguiu levar o evento a bom porto, e como ela fala na entrevista, a catarse que se dá nos WFC é algo que a fascina, a expressão de alívio por parte de quem assiste ao realizar que todos falhamos, e falhar não faz de nós uns falhados.

Também eu me vi/vejo um pouco refém da vaga do tens de criar o teu negócio, e é só sucesso, e todas as coisa com que somos bombardeados diáriamente.

Adorei conhecer e falar com a Sónia, e espero sinceramente um dia viver bem com as minhas falhas.