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episódio 84 – Ricardo José Lopes

O convidado desta semana é o Ricardo José Lopes, que conheci nas “Design Thinking Flash Sessions” organizadas pelo Rui Quinta e Tiago Nunes da With Company, anteriores convidados do podcast.

Quando nos conhecemos falou-se que eu tinha um podcast, e surgiu na conversa o artigo do Vitor Belanciano, “A mentira da Criatividade”, que ele disse conhecer pois também faz parte da Cooltrain Crew.

Ficámos em contacto, e ele sugeriu-me vários convidados, e eu decidi perguntar-lhe se ele próprio não gostaria de ser convidado. Disse que sim, marcámos um dia, e aí fui eu a Lisboa ter com ele, o primeiro local combinado, estava a fechar e fomos ao Landeau chocolate no Chiado. Algum barulho de fundo que sujou de alguma forma a conversa, mas nada em demasia.

Comemos um belo bolinho, e fomos conversando.

O Ricardo tem um percurso cheio de coisas que fez acontecer, ideias que surgiram, e vamos lá torná-las realidade, sempre com uma vontade de fazer bem, e acreditando sempre que era possível, e que iria correr pelo melhor.

Não me é fácil ver os projectos desta forma, ponho sempre tudo em causa, e o insucesso é aquilo que tenho garantido, tudo o que vier já não é mau.

Percebo que me saboto muitas vezes, que o medo me impede de apontar mais alto, e que se os resultados não têm tanto impacto, é apenas porque aponto demasiado baixo.

Não quero dizer que me deveria tornar numa besta arrogante que nunca tem dúvidas e que o sucesso é garantido, é sim acreditar naquilo que quero atingir, e aplicar todas as minhas capacidades nesse sentido, e se falhar, ter pelo menos a certeza que fiz tudo o que estava ao meu alcance.

As Lisbon Living Room Sessions, são um bom exemplo de uma ideia que surge porque o Ricardo não encontrava resposta a algo que gostaria de experienciar. Agiu, entrou em contacto com patrocínios, pensou como tornar realidade para ele e para outros, algo que sentiu como falha.

Parece fácil, visto de fora, mas só quem nunca se meteu numa coisa destas poderá pensar que é fácil, ou então que é fácil para o Ricardo, e que para si seria sempre mais difícil.

Como dizia o Henry Ford, “Quer acredites que consegues, quer acredites que não, tens sempre razão”.

 

 

 

 

 

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episódio 79 Vitor Belanciano

O convidado desta semana é o Vitor Belanciano, crítico de música, cronista no jornal Público, mas acima de tudo, confirmei isso no tempo em que estive com ele, um pensador, alguém que reflecte sobre as mais variadas questões relacionadas com o Ser humano.

O mês passado o Vitor escreveu um artigo que a Sónia Fernandes partilhou, intitulado “A mentira da criatividade”, artigo que também partilhei e que acho muito certeiro naquilo que eu considero ser a perspectiva “mentirosa” que muitas pessoas têm da criatividade.

Quis logo falar com ele sobre o artigo, (mas vou aqui também admitir, que há muito que sigo as suas críticas musicais e os seus artigos, e até acho que me posso considerar um fã do trabalho dele), e não quis perder a oportunidade de o conhecer pessoalmente. Poderia tê-lo feito numa festa de um amigo comum, onde estivemos os dois, mas na altura não tive a coragem.

Entrei em contacto com o Vitor, disse que gostaria de o entrevistar, e a resposta foi prontamente positiva, o que muito me entusiasmou.

Combinado o dia e hora, lá me dirigi ao local, que se revelou mais ruidoso do que o esperado, e acabámos por ir para casa dele. Por vezes durante a entrevista, os meus comentários são tímidos, a meia voz, para não querer interromper o Vitor, algo a aprender para uma próxima conversa.

Desde o momento que cheguei ao pé dele, a conversa começou a fluir, expliquei-lhe um pouco melhor o que é o Falar Criativo, o meu “why” desta aventura, aquilo que me move, e aquilo em que acredito ser a criatividade e como acho que posso ajudar outras pessoas a acreditar na sua veia criativa.

O percurso do Vitor é daqueles que eu acho muito interessante, um percurso aparentemente não linear, mas de procura, de achar que se pode fazer outras coisas, questionar os porquês e dizer, “porque não?”.

A conversa andou pelo teatro, pela música, pela antropologia, sobre a dificuldade das pessoas que querem levar uma vida de verdade, de autenticidade e como a criatividade e a autenticidade se podem revelar um caminho bastante solitário.

Não quero estragar o que é dito na entrevista, eu por mim conseguiria facilmente dar por mim a partilhar aqui quase tudo, pois a nossa conversa foi daquelas que me fez ligar a várias pessoas a seguir, quando ia no carro, a dizer que tinha sido uma conversa do “caraças” e que o Vitor além de ter confirmado a opinião respeitosa que tinha sobre ele, a superou, pelo seu lado extremamente acessível e humano.

Gostava de lhe ter dado um abraço quando me despedi dele, de ter tirado uma selfie, mas mais uma vez não tive a coragem, fiquei-me apenas por uma foto à sua estante de CD’s…repleta de verdades e autenticidades, reduzidas e embaladas em caixas de plástico.

 

A minha selfie.

estante cds