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episódio 64 Cristina Nobre Soares

A convidada desta semana é a Cristina Nobre Soares, escritora, fundadora do Dream Lab.  A Cristina foi-me apresentada pela Sónia Fernandes, quando fui à primeira reunião do Colab at Lisboa, no Cowork Lisboa.

Já tinha lido na revista Visão um artigo sobre o Dream Lab, e fiquei cheio de vontade de falar com a Cristina, sobre este laboratório que tanta falta me tinha feito quando era eu adolescente, pois como ela diz na entrevista, é dito ao jovens, “A vida não é só isto”, isto no sentido de que nós não somos um cargo, uma profissão, um título, e acima de tudo todas as escolhas são válidas, temos é de as fazer com seriedade, entrega e de forma sustentada.

Desde pequenina que a Cristina queria ser escritora, mas acabou por tirar o curso de engenharia florestal, curso onde segundo ela aprendeu a ser humilde, coisa que o meu também me fez um bocado, uma vez que tal como a Cristina a escola até aí tinha sido fácil, boas notas não me eram difíceis.

Chegou então a um ponto onde não foi possível continuar a ser aquilo que não era, pois mais uma vez usando as palavras da Cristina, “nós só somos um, não podemos ser duas pessoas”, e aquilo que ela era e é, é escritora. E que bem que ela escreve, eu pelo menos gosto do estilo de escrita.

Falamos também que nós como pais temos a tendência para “mastigar a vida” dos nossos filhos, e que nem sempre será o melhor para eles.

Admito que hoje me foi algo difícil escrever este texto, fartei-me de tirar apontamentos enquanto ouvia novamente a nossa conversa, a dificuldade foi achar que há muito nesta conversa com o qual me identifico, mas as palavras ditas acertam na mouche, e seria apenas uma mera transcrição das sábias palavras da Cristina.

Acabo com a frase do Dream Lab, que para mim diz tudo.

“Aquilo que fazemos só faz sentido quando é aquilo que somos.”

episódio 57 Sónia Fernandes

A convidada desta semana é a Sónia Fernandes, fundadora do World Failurist Congress (WFC), uma celebração à Falha, ao Falhanço, ao Fracasso, no sentido em que faz parte daquilo que corre bem, o tão aclamado sucesso.

Cheguei à Sónia, através de uma ouvinte do podcast, a Nídia Nobre, que me falou do WFC, e que tinha sugerido o nome do Vasco Durão, convidado 23 do Falar Criatio, e que a Sónia tinha aceite. Quando o Vasco partilhou como tinha gostado de participar no evento, que tinha sido uma experiência fantástica, com mais pena fiquei de não ter conseguido ir. Após a  troca de comentários com o Vasco e a Sónia, perguntei à Sónia da sua disponibilidade para ser entrevistada, que prontamente acedeu.

A nossa conversa teve lugar no CoWork Lisboa, ao fim do dia, local onde decorreu o WFC.

Desde as conversas antes da gravação, que percebi algo que a Sónia fala na entrevista, que ela é uma “people’s person”, a sua vontade de ouvir, comunicar e partilhar, cativa desde o primeiro instante.

Na TEDx no Porto, onde a Sónia falou, que segundo ela foi feita em apneia, ela partilha que estava desempregada quando se lembrou de criar o WFC, como que uma reacção à “praga” que assolou (e ainda assola) do “tens é de ser empreendedor”, e “é só ter sucesso”, e em lado nenhum se falava do que corre mal até correr bem.

Com um computador, a internet do vizinho, e muita vontade, a Sónia conseguiu levar o evento a bom porto, e como ela fala na entrevista, a catarse que se dá nos WFC é algo que a fascina, a expressão de alívio por parte de quem assiste ao realizar que todos falhamos, e falhar não faz de nós uns falhados.

Também eu me vi/vejo um pouco refém da vaga do tens de criar o teu negócio, e é só sucesso, e todas as coisa com que somos bombardeados diáriamente.

Adorei conhecer e falar com a Sónia, e espero sinceramente um dia viver bem com as minhas falhas.