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Falar de felicidade

No dia 31 de Maio, a propósito do lançamento do Audiobook do livro da Rossana Appolloni, com a qual faço o podcast Ousar Ser, houve um pequeno debate sobre o que é isso de se ser feliz, e o que é a felicidade para as várias pessoas presentes.

As pessoas presentes para além de mim, foram a Rossana Appolloni, a Joana Rita Sousa, o Miguel Gizzas, o António Pacheco, e o Zé Pedro Cobra. De todos eles só ainda não entrevistei o Zé Pedro, mas conto fazê-lo brevemente.

Foi um momento diferente para mim, não ser o entrevistador, e passar para o lado de quem exprime a sua opinião, a sua experiência, e o seu entendimento do que é isso de se ser feliz.

Serviu também para perceber que já estou mais à frente do local onde comecei há 19 meses, quando dei início ao Falar Criativo, o que foi um bálsamo, ver que conheci pessoas fantásticas nestes meses, e que de alguma forma contribuí com valor na vida de outras pessoas, que estavam presentes e que seguem o que faço.

Outra coisa de salientar é que fui eu quem gravou, editou, masterizou e finalizou o Audiobook, excelentemente narrado pela Rossana. Eu não tive formação nesta área, e fiquei muito contente com o resultado final do que produzi.

Aconselho que comprem o livro, e se puderem também o Audiobook, o livro é bom, e o audio só o complementa.

A felicidade passa por estas pequenas coisas, quem encontramos pelo caminho e aquilo que aprendemos e partilhamos.

episódio 33 António Pacheco

O convidado desta semana é o António Pacheco, responsável da Editora Self – Desenvolvimento Pessoal.

Estou a ler um livro editado pela Self, o $tartup do Chris Guillebeau, e quando vi o nome da editora chamou-me à atenção o “desenvolvimento pessoal”, fui investigar outros títulos editados e fiquei curioso, e decidi falar com alguém da editora, pois o desenvolvimento pessoal é algo que considero importante.

Abordámos o tema  das escolhas que fazemos, que somos livres de escolhar, mas que somos responsáveis por aquilo que escolhemos.

É algo que lutei muito e que ainda luto por vezes, que é o facto de me ver em situações que não estão alinhadas com o que realmente quero para a minha vida, por fazer escolher um caminho aparentemente mais fácil, e depois não querer responsabilizar-me por aquilo que escolhi.

Posso escolher não querer ter um trabalho das nove às seis, tal como o nosso convidado nunca gostou, mas isso tem implicações pelas quais eu sou responsável, mas dizer que não tenho escolha é que não é verdade.

O António desde cedo percebeu que queria ter o seu negócio, e muito jovem tentou perceber como fazê-lo. Seguiu gestão de empresas, mas sempre com a ideia de criar os seus negócios e ser dono do seu tempo.

Além da Self, quase por brincadeira, o António começou outro negócio, o Lisbon Boat Tour, aproveitando algo que já tinha, um barco, respondendo a uma lacuna do mercado criou um negócio fazendo algo que gosta.

O António refere relativamente a esta questão, que muitas vezes achamos que temos de ter um grande investimento, ou não temos as qualificações necessárias, quando na verdade, podemos tornar um hobby numa fonte de rendimento.

Falámos que todas as pessoas, ou quase todas as pessoas têm ideias, mas que falham na hora da implementação, e o António refere como costuma fazer e que todos o podemos fazer também.

Claro que o assunto dos livros também foi abordado, e fiquei a saber o dilema que o mundo livreiro passa neste momento, o facto de terem de co-existir os livros digitais e o livro físico, pois o número de livros físicos díminui, fazendo com que o custo por unidade tenha de aumentar.

Gostei muito da conversa, os livros são uma das minhas grandes paixões, e se a isso se juntam as ideias, tenho o dia feito.

Não nos podemos esquecer: Somos livres de escolher, mas somos responsáveis por aquilo que escolhemos.