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episódio 127, Ana Julia Ghirello

A convidada desta semana é a Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, uma incubadora de empreendedorismo social, e co-fundadora da aplicação GoodPeople. Só isto já é dose!
Mas a Ana Julia ainda faz consultoria a empresas usando a sua experiência para ajudar as empresas a ter modelos mais actuais, tendo por exemplo um modelo de gestão mais horizontal.
Eu também sou dos defensores desse modelo, acredito que todos temos, ou podemos ter um papel mais interventivo, mais participativo, e nos modelos mais verticais não há espaço para tal.
Cheguei à Ana Julia através do Fel Mendes, que entrou em contacto comigo para saber do meu interesse nestes projectos, e na pessoa da Ana Julia. Assim que investiguei um pouco sobre o que tinha feito, e até o seu percurso, fiquei cheio de curiosidade de falar com ela.
O percurso é cheio de acasos, disponibilidade para falhar, força de vontade e criatividade para conseguir aquilo a que se propõe.
Há uma frase que disse na entrevista que espelha bem o seu mindset, e que considero ser importante vermos as coisas dessa forma:

“É fazendo  que a gente sabe o que quer e o que não quer”

Ana Julia Ghirello

 Outra coisa que referiu como motor do que tem feito, é “acreditar nos meus incómodos”, acreditar que se há algo que sente não estar bem, ela vai arranjar maneira de resolver.
Há fé, crença de que é possível, temos é de ver como, viabilizar, estudar a melhor forma, ser organizados, ter foco, paixão. Parecem muitos ingredientes, mas se não ficarmos parados a reclamar de como as coisas deveriam ser, toda essa energia é canalizada para o que pode ser, e começamos a juntar à nossa volta as pessoas e os recursos necessários.
Não é fácil, há sacrifícios, mas há dor também em não fazer, por essa razão, mais vale fazer.

“Com o exercitar da autoconfiança, novos poderes surgirão”

Ralph Waldo Emerson

Outra coisa que referiu, e com a qual concordo plenamente, é o facto de nos estarmos a fazer e a refazer todos os dias, que somos seres vivos, orgânicos, que mudam, que têm a capacidade de se adaptar, da mesma forma que as própria empresas deverão ter essa capacidade.

O podcast esteve parado dois meses e meio, e acho que esta conversa é um óptimo recomeço.

Livros referidos:

Sites relativos aos projectos da Ana Julia:

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episódio 99 – Ana Quintas

A convidada desta semana é a Ana Quintas, empreendedora e professora, que tem um projecto muito giro, a Vitamimos.

Conheci a Ana através da Rossana Appolloni, e embora frequente o jardim onde é a Vitamimos, e embora nunca tenha entrado nas instalações, conhecia as actividades, e o conceito.

O conceito é bastante interessante, é ajudar as crianças a serem mais conscientes nas suas escolhas alimentares, através da capacitação práctica, pondo-as a cozinhar.

Não conhecia era, a história da Ana, e o como tudo isto se tornou realidade.

Foi muito interessante conversar com a Ana, sobre as questões relacionadas com as dificuldades de ver uma ideia de negócio, chegar a ver a luz do dia, pois com os entraves que existem, muito negócios fecham até antes da abertura das portas.

As dúvidas, as incertezas, as inseguranças, são aquilo que qualquer pessoa, que decida agir sobre algo que gostaria de ver concretizado, tem.

Empreender, agir, sobre algo que se acredita, é um acto de coragem.

Tenho andado às voltas com esta questão do acreditar, pois percebo que é desta fé, que vem a energia para concretizar.

Se por acaso a minha crença é abalada, das duas uma, ou aproveito a energia do abalo para andar com mais garra, ou então cai tudo por terra.

Quando cai, normalmente é porque a fé era pouca, porque ventanias e contrariedades todos encontram, mesmo os privilegiados e os sortudos. Estes últimos talvez sofram menos, mas irão sofrer.

Outro dia ouvi, relativamente a motards, que só existem dois tipos: os que já cairam, ou os que vão cair.

O mesmo se aplica a quem quer fazer mais, ser mais.

Todos vão cair, a grande diferença está na capacidade de se voltar a levantar, e o que é que se aprendeu com a queda.

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Óniversário, ou o aniversário do espaço Ó

No dia 13 de Junho fui a Óbidos, ao espaço Ó, fazer uma mesa “podcastável” redonda, sobre o dito espaço, o que é, o que é que Óbidos tem a ver com a criatividade, e o valor que repensar algo tradicional pode ter.

Os participantes foram a Celeste Afonso, vereadora da Câmara Municipal, o Pedro Reis do Colab, e o Nic Mepham, artista plástico. No fim tivemos a participação em forma de fecho do presidente da Câmara, Humberto Marques.

Uma conversa diferente, a lembrar os Encontros com o Património da TSF, mas que manteve muitas das coisas que fazem o Falar Criativo, o passar das ideias à acção, e de que forma podemos capacitar as pessoas a gerar valor, e não ser meros consumidores de empregos.

Gostei da viagem que fiz, da experiência diferente de moderar uma conversa, e de ter um podcast parcialmente em inglês, algo talvez a repetir.

espaço-Ó

 

 

episódio 35 André Leonardo

O convidado desta semana é o André Leonardo, um jovem aventureiro que decidiu dar a volta ao mundo para conhecer casos de empreendedorismo com realidades sociais, económicas e culturais diferentes para no fim transformar num livro, ao mesmo tempo que vai partilhando as histórias que encontra no seu blog .

O André muito cedo resolveu os seus problemas encontrando soluções criativas para os mesmos, desde vender flores do quintal dos seus pais para comprar pastilhas, até organizar conferências com pensadores nacionais e estrangeiros quando já era estudante universitário.

Algo que me impressionou no André foi a capacidade que tem de ver os obstáculos apenas como parte do caminho e não o fim do caminho que traçou. Entende as falhas, as recusas, como hipóteses de melhorar o “produto” que oferece, transformando as coisas negativas em modos positivos de fazer melhor.

O André tem por outro lado uma componente social muito importante pois adiciona valor àquilo que toca, ajudando a sua comunidade, seja ela a física na sua terra natal os Açores, seja em Portugal, como também a comunidade virtual de seguidores que pelo mundo fora, sendo um exemplo de alguém que não baixa os braços apesar das dificuldades.

O André não é nenhum super-herói, é sim alguém que entende que pode fazer mais do que aquilo que normalmente permitimos a nós próprios.

Ele não consegue voar, nem é mais rápido que uma locomotiva, mas consegue dar a volta ao mundo à procura de exemplos que motivam os outros a também fazer, e mostrar que, como ele diz, “O difícil é diferente do impossível”.

episódio 33 António Pacheco

O convidado desta semana é o António Pacheco, responsável da Editora Self – Desenvolvimento Pessoal.

Estou a ler um livro editado pela Self, o $tartup do Chris Guillebeau, e quando vi o nome da editora chamou-me à atenção o “desenvolvimento pessoal”, fui investigar outros títulos editados e fiquei curioso, e decidi falar com alguém da editora, pois o desenvolvimento pessoal é algo que considero importante.

Abordámos o tema  das escolhas que fazemos, que somos livres de escolhar, mas que somos responsáveis por aquilo que escolhemos.

É algo que lutei muito e que ainda luto por vezes, que é o facto de me ver em situações que não estão alinhadas com o que realmente quero para a minha vida, por fazer escolher um caminho aparentemente mais fácil, e depois não querer responsabilizar-me por aquilo que escolhi.

Posso escolher não querer ter um trabalho das nove às seis, tal como o nosso convidado nunca gostou, mas isso tem implicações pelas quais eu sou responsável, mas dizer que não tenho escolha é que não é verdade.

O António desde cedo percebeu que queria ter o seu negócio, e muito jovem tentou perceber como fazê-lo. Seguiu gestão de empresas, mas sempre com a ideia de criar os seus negócios e ser dono do seu tempo.

Além da Self, quase por brincadeira, o António começou outro negócio, o Lisbon Boat Tour, aproveitando algo que já tinha, um barco, respondendo a uma lacuna do mercado criou um negócio fazendo algo que gosta.

O António refere relativamente a esta questão, que muitas vezes achamos que temos de ter um grande investimento, ou não temos as qualificações necessárias, quando na verdade, podemos tornar um hobby numa fonte de rendimento.

Falámos que todas as pessoas, ou quase todas as pessoas têm ideias, mas que falham na hora da implementação, e o António refere como costuma fazer e que todos o podemos fazer também.

Claro que o assunto dos livros também foi abordado, e fiquei a saber o dilema que o mundo livreiro passa neste momento, o facto de terem de co-existir os livros digitais e o livro físico, pois o número de livros físicos díminui, fazendo com que o custo por unidade tenha de aumentar.

Gostei muito da conversa, os livros são uma das minhas grandes paixões, e se a isso se juntam as ideias, tenho o dia feito.

Não nos podemos esquecer: Somos livres de escolher, mas somos responsáveis por aquilo que escolhemos.