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episódio 140, Ricardo Cabral

O convidado desta vez é o ilustrador Ricardo Cabral.

Conheci o Ricardo na última edição de Feira do Livro de Lisboa, em Junho, tendo-me sido apresentado pelo anterior convidado Filipe Andrade.

Voltei a encontrar-me com ele no THU, onde falámos algumas vezes, e depois disso, de volta à “vida real” , perguntei-lhe se estaria disponível para ser entrevistado, e este foi o resultado.

Livros falados:

O homem que caminha do Jiro Taniguchi.

H.P.Lovecraft.

Dave McKean.

 

Para ler o texto mais longo com a minhas reflexões sobre a nossa conversa, tornem-se patronos no Patreon.

 

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episódio 114 – Pedro Andrade

O convidado desta semana é o Pedro Andrade, compositor de efeitos visuais.

Para dizer a verdade, eu não sei bem traduzir o nome daquilo que ele faz, se alguém souber pode-me enviar um email se fizer favor.

O Pedro é irmão do anterior convidado Filipe Andrade, que disponibilizou a casa para a entrevista, e ao qual muito agradeço.

Assim que cheguei fui recebido com um abraço do Filipe, com o qual só estive uma vez, mas que sinto que é genuinamente “um gajo muita bacano”, e é algo que tem em comum com o Pedro, outro “bacano”.

Foi muito engraçado ver a diferença de percursos dos irmãos, o Filipe aos 11 anos decide que quer desenhar para a Marvel, e segue o seu caminho sem grandes dúvidas. O percurso do Pedro é não linear, com experiências em diferentes áreas, mas todas com aprendizagem, pois se quisermos aprender, há sempre uma lição.

O Pedro andou pela música, formou-se em Engenharia Mecânica, foi produtor musical, trabalhou em climatização, e agora está a trabalhar em composição, como director 2D.

Há um episódio muito interessante sobre como as coisas podem mudar, se estabelecermos objectivos, e planearmos como os atingir, que é como o Pedro decide aplicar-se nos estudos, faz uma folha de Excel com as cadeiras que lhe faltam fazer, e torna a cave da casa dos pais numa espécie de “batcave” , o sítio onde estuda e traça a sua rota em direcção ao término dos estudos.

Na minha experiência, quando sou claro nos objectivos, as coisas parecem acontecer mais rapidamente, e com menos stress. No entanto tenho dificuldade em traçar objectivos, apesar das provas na primeira pessoa de que funcionam, tudo porque a não-escolha é algo com que lido mal, isto é, fico sempre a pensar no que estou a deixar de fazer, em vez de focar no que escolhi fazer. Esqueço-me que tudo é uma escolha, mesmo escolher não-escolher, é em si mesmo uma escolha, contudo é uma escolha muito mais fraca, e com resultados bem caros em termos de paz de espírito.

O Pedro no entanto estabeleceu vários planos na sua vida, e foram esses planos que o motivaram, e o fizeram aguentar situações que lhe eram menos agradáveis, mas que foram um meio para atingir um fim. Grande lição, grande lição…

A conversa é longa, mas sem dúvida interessante, pois tem muita coisa que é para mim importante na minha busca através do Falar Criativo, procurar exemplos reais de coisas que sinto, e que defendo, o sermos eternos aprendizes, os diferentes caminhos para chegar à realização pessoal, e que não é obrigatório ter um canudo para se ser um dos melhores, é sim preciso Saber.

Livros falados no podcast:

Filmes falados no podcast:

 

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episódio 110 – Filipe Andrade

O convidado desta semana é o Filipe Andrade, ilustrador que é mais conhecido por desenhar para a Marvel.

Mais uma vez vou agradecer ao André  Oliveira ter feito a ponte que tornou esta conversa possível, é de facto um privilégio ter o André a ajudar o Falar Criativo.

Foi simples de combinar a entrevista, o Filipe já estava “avisado”, e é uma pessoa muito acessível. Como o Filipe se encontra a recuperar de uma cirurgia, encontrámo-nos em casa dele, o que permitiu que ele estivesse bem à vontade, e eu tivesse direito a café e bolinhos.

Já referi que o Filipe é uma pessoa muito acessível e, quando lá cheguei começámos a conversar sobre o Falar Criativo, sobre os episódios que ele já tinha ouvido, e que lhe faziam companhia enquanto desenhava. Foi para mim logo um bom presságio, um motivo de orgulho, de felicidade.

Começámos a gravar, a conversa fluiu, e eu de queixo caído por ouvir na primeira pessoa, muitas coisas que acredito, que sei, mas que ainda tenho dificuldade em colocar em prática.

Outro dia escrevi um texto, para uma publicação que será lançada em Janeiro, onde referia que é sempre fascinante encontrar aqueles casos, aquelas pessoas para quem é claro desde tenra idade, o que querem, e “apenas” se têm de preocupar no como, o “o quê” está resolvido.

O Filipe sempre teve a paixão pelo desenho, e aos 11 anos decidiu que queria desenhar para a face mais visível da banda desenhada, a Marvel. Aos 22 anos, conseguiu. Podemos dizer -“que sorte, aos 22 anos já tinha realizado o seu sonho”- ou podemos ver pelo lado mais realista – “que dedicação! 11 anos de esforço e trabalho”.

Quando o ouvimos durante a entrevista percebemos isso mesmo, que perseguir os nossos sonhos implica não fazer outras coisas, são escolhas que fazemos. É mais simples quando por alguma razão é claro o local de aterragem, mas aquilo que hoje se torna mais evidente para mim é que não é tarde, melhor, que nunca é tarde. Aqueles que conseguem alcançar grandes sonhos é por dois motivos: porque sonham grande, e porque são os seus sonhos, não os dos outros.

Todos somos atingidos por expectativas, por opiniões, a maior parte até bem intencionadas, mas alguns têm a coragem de lutar por aquilo que os faz ganhar vida.

“A necessidade de ser aceite, pode te tornar invisível” – Jim Carey

Aqueles que mais do que quererem ser aceites, querem sentir-se bem vivos todos os dias, são aqueles como o Filipe procuram as oportunidades, que se disciplinam e crescem, para quando a altura chega estarem preparados.

Fiquei fascinado com a ética de trabalho que ele tem, com a disciplina e a noção da responsabilidade e privilégio que é desenhar para a Marvel. Ele próprio diz que é essa discilplina que lhe permitiu chegar onde chegou, e manter-se lá.

É a Marvel o destino final? Não. É um local no mapa na aventura que é a vida dele, e ele sabe isso. Não se deixa encostar ao que conseguiu, sabe que está bem, mas faz tudo ao seu alcance para fazer sempre mais e melhor.

A sabedoria dos seus 29 anos é digna de nota, eu na idade dele ainda não tinha percebido a necessidade do equilíbrio que a vida deve ter, o espaço para o trabalho, o espaço para o resto, os amigos, o desporto, o lazer. Esse espaço conquista-se com disciplina.

“Discipline Equals Freedom” – Jocko Willink

Foi para mim muito emocionante conhecer alguém que desenha para um universo que já me foi muito próximo, onde vivi muitos dias, e sonhei muitas aventuras.

Espero sinceramente que retirem tanto da conversa como eu retirei.

Livros sugeridos: