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episódio 143, Miguel Oliveira

O convidado desta vez é o Miguel Oliveira, fotógrafo que conheci no Muraliza Cascais em 2016 numa visita guiada pela anterior convidada Lara Seixo Rodrigues, perguntei logo pela disponibilidade para ser entrevistado, algo que ele concordou.

O tempo passou, e em 2017, no Guitarras ao Alto organizado pelo anterior convidado Vasco Durão, voltei a encontrá-lo e a lembrar da entrevista que gostaria de lhe fazer. Lá arranjámos depois disso uma data em que ele veio a Lisboa, e em que eu consegui ter a agenda liberta para conversarmos com tempo.

Para ler o texto mais longo com a minhas reflexões sobre a nossa conversa, tornem-se patronos no Patreon.

 

Sites do Miguel:

Livros referidos no podcast:

episódio especial Livro Zona, com Nuno Moreira

Este episódio especial é com o anterior convidado Nuno Moreira, que entrevistei em 2014, na altura acerca do seu outro livro o “State of Mind”.

O Nuno vivia no Japão, e entrevistei-o via Skype, desta vez, como ele voltou para Portugal pôde ser pessoalmente.

O seu novo livro “ZONA”, é um trabalho mais pessoal, e foi sobre este trabalho, e sobre a abordagem, a metodologia, que falámos.

Na Casa da Escrita em Coimbra, até ao final do mês de Outubro, está uma exposição com fotografias do livro.

 

 

episódio 100 – Marta Poppe

A convidada desta semana é a Marta Poppe, fotógrafa, a qual conheci pessoalmente no último WFC (World´s Failurists Congress) da Sónia Fernandes, mas cujo trabalho eu já conhecia, pois ela faz parte da “máfia colaborativa” de Óbidos.

Já tinha ideia de falar com a Marta, porque ia vendo algumas fotos que ela ia tirando e eu via em alguns posts, ou fotos de perfis dessa malta de Óbidos, no entanto, outro dia é que me apercebi do projecto que ela faz juntamente com a Cristina Nobre Soares, o Profile Me, um serviço em que se juntam as fotos da Marta com a capacidade de contar histórias da Cristina.

Encontrei-me com a Marta num jardim em Lisboa, na manhã seguinte a ela ter fotografado um casamento num barco, daí a voz um pouco rouca durante a entrevista.

Antes de começarmos, disse-me que era pouco faladora, e eu tremi um pouco, pois, é da conversa do convidado/a, e do que ele/a tenha para partilhar que vive o Falar Criativo.

Admito que houve um momento, nos primeiros vinte minutos, que estava em dúvida por onde levar a conversa, mas mantive-me firme na minha curiosidade, e sobretudo na capacidade de escutar aquilo que a Marta tinha para contar, e não nalguma ideia que pudesse ter para o rumo da conversa.

As emoções são o motor da fotografia da Marta, as pessoas o veículo dessas emoções.

Na nossa conversa, tocámos num assunto que me interessa bastante, que é a questão de ter um mentor, alguém que nos guia, que nos educa numa determinada área a que nos decidimos entregar com o objectivo de perseguir o domínio dessa área, atrevo-me a dizer, chegar à mestria.

O mentor é alguém que nos critica, que nos elogia, mas sobretudo, é alguém que usa a sua experiência, para que o nosso caminho se faça com mais qualidade, e mais depressa, pois ao reconhecer erros que cometeu, indica-nos possíveis soluções, a que ele próprio chegou.

Eu tenho encontrado várias partes de um mentor, espalhadas por várias pessoas, e até por vários livros, mas nunca tive, esse farol, que em dias de tempestade, nos faz sentir mais seguros.

Não sei se o irei encontrar, mas espero algum dia sê-lo para alguém.

Livros sugeridos:

 

 

 

episódio 96 – Rafael Martins

O convidado desta semana é o Rafael Martins, fotógrafo e gerente de dois restaurantes, o Silas e o Silas Chef.

O Rafael entrou em contacto comigo no início do podcast a sugerir convidados, um deles cheguei a entrevistar, o Pedro Albuquerque, o outro ainda não consegui, mas espero coneguir.

Fomos mantendo contacto através do facebook, e em Maio, por altura do meu aniversário ele disse-me que se eu quisesse um dia bem passado ia lá ter com ele a Muge, e iríamos à Casa-Estúdio do Carlos Relvas na Golegã, e almoçaríamos no Silas Chef.

Meses depois, perguntei-lhe se o convite estava de pé, e se ele estaria disponível para ser entrevistado, a resposta foi positiva e lá fui eu ter com ele.

Cheguei lá, e encontrei o Rafael na companhia de um amigo, que passou também o dia connosco, o Vieira Jardim, que escreve uns belos textos, e é uma pessoa bastante divertida.

Fizemos uma visita guiada ao Silas, onde o Rafael nos explicou os conceitos por trás de muitas das ideias que teve para o espaço, como o balcão que contém desenhos feitos com vinho, a caixa de vinho que contém um pampilho inteiro cortado em vários segmentos, e outras coisas que tais.

Comemos uma (espectacular) bifana logo pela manhã e arrancámos em direcção à Golegã onde nos esperavam para a visita guiada à Casa-Estúdio do Carlos Relvas.

Aconselho vivamente a visitarem, tanto pelo espaço em si, como pela história fantástica deste português visionário.

O Rafael entrou para a colecção de honra da Associação Portuguesa dos Profissionais da imagem com este remake do autoretrato do Carlos Relvas, alguém que admira bastante.

Relvas-e-Rafael-blog

Fomos então almoçar ao Silas Chef onde comi uma bifana deliciosamente criativa, com o nome de Vila Morena, e uma vez que o meu pai é de Grândola, e eu gosto muito de lá ir, achei apropriado.

bifana-vila-morena

Eu sei que não se devem partilhar fotografias de comida tão apelativa, acho que se chama food porn, mas é totalmente justificado, uma vez que assim vos deixo a vontade de ir lá experimentar, esta e muitas das outras bifanas, com um nome e uma história.

A conversa fluiu, bebemos, comemos, e até o Vieira Jardim, perguntou se eu e o Rafael nos conhecíamos, e eu disse que apenas através do facebook, porém tem sido comum estes encontros com pessoas que partilham comigo uma certa insatisfação de haver tanto para fazer, tão pouco tempo, o não se questionar o porque sim, o gosto pelas artes, pelo querer fazer diferente.

No entanto o Rafael distingue-se de mim pelo facto de ter insistido em trazer ao mundo bifanas diferentes, passando noites a arriscar, a tornar-se um ponto de referência para quem queria comer bem, fosse a que horas fosse.

Eu não me lembro de ter insistido em muitas coisas na minha vida, a não ser na teimosia de não querer que as coisas sejam só porque sim, mas desisti muita vez de várias coisas, sem saber se insistindo mais um pouco o resultado não seria bem melhor, e com real valor.

Como me disse, tenta colocar arte em tudo o que faz, uma vez que neste momento não lhe é possível viver da arte, mas isto para mim também é criatividade, é colocar criatividade na arte de viver.

Mais uma vez agradeço ao Rafael um dos melhores dias que tive nos últimos tempos.

O único lamento que tenho é que a melhor bebida que me lembro de ter provado, o “imprevisto” um vinho licoroso que o Rafael lá tinha, ainda não seja “possível” de provar por todos nós.

improvavel

 

Aqui fica o trailer do Lost Highway do David Lynch, um filme que marcou o Rafael, e coincidentemente, a mim também.