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episódio especial Livro Zona, com Nuno Moreira

Este episódio especial é com o anterior convidado Nuno Moreira, que entrevistei em 2014, na altura acerca do seu outro livro o “State of Mind”.

O Nuno vivia no Japão, e entrevistei-o via Skype, desta vez, como ele voltou para Portugal pôde ser pessoalmente.

O seu novo livro “ZONA”, é um trabalho mais pessoal, e foi sobre este trabalho, e sobre a abordagem, a metodologia, que falámos.

Na Casa da Escrita em Coimbra, até ao final do mês de Outubro, está uma exposição com fotografias do livro.

 

 

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episódio 100 – Marta Poppe

A convidada desta semana é a Marta Poppe, fotógrafa, a qual conheci pessoalmente no último WFC (World´s Failurists Congress) da Sónia Fernandes, mas cujo trabalho eu já conhecia, pois ela faz parte da “máfia colaborativa” de Óbidos.

Já tinha ideia de falar com a Marta, porque ia vendo algumas fotos que ela ia tirando e eu via em alguns posts, ou fotos de perfis dessa malta de Óbidos, no entanto, outro dia é que me apercebi do projecto que ela faz juntamente com a Cristina Nobre Soares, o Profile Me, um serviço em que se juntam as fotos da Marta com a capacidade de contar histórias da Cristina.

Encontrei-me com a Marta num jardim em Lisboa, na manhã seguinte a ela ter fotografado um casamento num barco, daí a voz um pouco rouca durante a entrevista.

Antes de começarmos, disse-me que era pouco faladora, e eu tremi um pouco, pois, é da conversa do convidado/a, e do que ele/a tenha para partilhar que vive o Falar Criativo.

Admito que houve um momento, nos primeiros vinte minutos, que estava em dúvida por onde levar a conversa, mas mantive-me firme na minha curiosidade, e sobretudo na capacidade de escutar aquilo que a Marta tinha para contar, e não nalguma ideia que pudesse ter para o rumo da conversa.

As emoções são o motor da fotografia da Marta, as pessoas o veículo dessas emoções.

Na nossa conversa, tocámos num assunto que me interessa bastante, que é a questão de ter um mentor, alguém que nos guia, que nos educa numa determinada área a que nos decidimos entregar com o objectivo de perseguir o domínio dessa área, atrevo-me a dizer, chegar à mestria.

O mentor é alguém que nos critica, que nos elogia, mas sobretudo, é alguém que usa a sua experiência, para que o nosso caminho se faça com mais qualidade, e mais depressa, pois ao reconhecer erros que cometeu, indica-nos possíveis soluções, a que ele próprio chegou.

Eu tenho encontrado várias partes de um mentor, espalhadas por várias pessoas, e até por vários livros, mas nunca tive, esse farol, que em dias de tempestade, nos faz sentir mais seguros.

Não sei se o irei encontrar, mas espero algum dia sê-lo para alguém.

Livros sugeridos:

 

 

 

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episódio 96 – Rafael Martins

O convidado desta semana é o Rafael Martins, fotógrafo e gerente de dois restaurantes, o Silas e o Silas Chef.

O Rafael entrou em contacto comigo no início do podcast a sugerir convidados, um deles cheguei a entrevistar, o Pedro Albuquerque, o outro ainda não consegui, mas espero coneguir.

Fomos mantendo contacto através do facebook, e em Maio, por altura do meu aniversário ele disse-me que se eu quisesse um dia bem passado ia lá ter com ele a Muge, e iríamos à Casa-Estúdio do Carlos Relvas na Golegã, e almoçaríamos no Silas Chef.

Meses depois, perguntei-lhe se o convite estava de pé, e se ele estaria disponível para ser entrevistado, a resposta foi positiva e lá fui eu ter com ele.

Cheguei lá, e encontrei o Rafael na companhia de um amigo, que passou também o dia connosco, o Vieira Jardim, que escreve uns belos textos, e é uma pessoa bastante divertida.

Fizemos uma visita guiada ao Silas, onde o Rafael nos explicou os conceitos por trás de muitas das ideias que teve para o espaço, como o balcão que contém desenhos feitos com vinho, a caixa de vinho que contém um pampilho inteiro cortado em vários segmentos, e outras coisas que tais.

Comemos uma (espectacular) bifana logo pela manhã e arrancámos em direcção à Golegã onde nos esperavam para a visita guiada à Casa-Estúdio do Carlos Relvas.

Aconselho vivamente a visitarem, tanto pelo espaço em si, como pela história fantástica deste português visionário.

O Rafael entrou para a colecção de honra da Associação Portuguesa dos Profissionais da imagem com este remake do autoretrato do Carlos Relvas, alguém que admira bastante.

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Fomos então almoçar ao Silas Chef onde comi uma bifana deliciosamente criativa, com o nome de Vila Morena, e uma vez que o meu pai é de Grândola, e eu gosto muito de lá ir, achei apropriado.

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Eu sei que não se devem partilhar fotografias de comida tão apelativa, acho que se chama food porn, mas é totalmente justificado, uma vez que assim vos deixo a vontade de ir lá experimentar, esta e muitas das outras bifanas, com um nome e uma história.

A conversa fluiu, bebemos, comemos, e até o Vieira Jardim, perguntou se eu e o Rafael nos conhecíamos, e eu disse que apenas através do facebook, porém tem sido comum estes encontros com pessoas que partilham comigo uma certa insatisfação de haver tanto para fazer, tão pouco tempo, o não se questionar o porque sim, o gosto pelas artes, pelo querer fazer diferente.

No entanto o Rafael distingue-se de mim pelo facto de ter insistido em trazer ao mundo bifanas diferentes, passando noites a arriscar, a tornar-se um ponto de referência para quem queria comer bem, fosse a que horas fosse.

Eu não me lembro de ter insistido em muitas coisas na minha vida, a não ser na teimosia de não querer que as coisas sejam só porque sim, mas desisti muita vez de várias coisas, sem saber se insistindo mais um pouco o resultado não seria bem melhor, e com real valor.

Como me disse, tenta colocar arte em tudo o que faz, uma vez que neste momento não lhe é possível viver da arte, mas isto para mim também é criatividade, é colocar criatividade na arte de viver.

Mais uma vez agradeço ao Rafael um dos melhores dias que tive nos últimos tempos.

O único lamento que tenho é que a melhor bebida que me lembro de ter provado, o “imprevisto” um vinho licoroso que o Rafael lá tinha, ainda não seja “possível” de provar por todos nós.

improvavel

 

Aqui fica o trailer do Lost Highway do David Lynch, um filme que marcou o Rafael, e coincidentemente, a mim também.

 

 

 

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episódio 70 Tiago Figueiredo

O convidado desta semana é o Tiago Figueiredo, fotógrafo, realizador e um amante das viagens.

Conheci primeiro o trabalho do Tiago, o Photomaton, porque usei várias das fotografias de convidados anteriores para o post do Facebook. Fui usando, porque os convidados me diziam, “usa a foto que o Tiago me tirou”. Ao fim de várias fotografias, achei por bem entrevistar o responsável.

Enviei um primeiro convite que se extraviou, mas por coincidência, um dia de Meetup do Colab Lisboa, estava eu de saída, chega o Tiago que vinha ter com alguns elementos do Colab. Aproveitei a oportunidade e prontamente o Tiago respondeu que estaria disponível.

No dia combinado, meti-me no carro para ir até à LX Factory, ao Cowork Lisboa, local onde faria a entrevista. Depois de 50 minutos à procura de lugar, e através da Cristina Nobre Soares (que entretanto encontrou o Tiago que andava à minha procura), falei com o Tiago, e fomos no meu carro procurar um lugar de mais fácil estacionamento.

Fomos parar à doca de Belém, e no caminho fomos logo estabelecendo ligação, falando de motas, do meu tombo que me estragou o ombro, e do projecto Falar Criativo.

A conversa foi fácil, o Tiago tem o tipo de percurso que me interessa, o não linear, um percurso mais horizontal, mais focado no estar bem consigo, e menos numa de ascensão vertical e apressada de carreira.

Considera-se uma pessoa com sorte, que as coisas lhe têm corrido bem. Acho interessante que as pessoas que se consideram com sorte, que de certa forma são gratas pelo que de bom lhes acontece, são regra geral pessoas que trabalham tanto como as outras, mas cujo esforço acaba por lhes custar menos, há uma força ( a sorte) que os ajuda.

A conversa andou pelo ensino, como aprendemos, preconceitos, zonas de desconforto, foi um zigue-zague tal qual aquele que todos sentimos pelo facto de estarmos vivos.

Por muito que o possamos desejar, a vida não é uma linha recta.

episódio 60 Hugo Macedo

O convidado desta semana é o Hugo Macedo, fotógrafo que recentemente teve uma exposição em Lisboa,  no Destinations Hostels na Estação do Rossio. A exposição chamava-se “Tabasamu” e um amigo comum, o Nuno Gaudêncio,  sugeriu-me a ida à inauguração, que infelizmente não consegui ir.

Daí surgiu a ideia de entrevistar o Hugo, que aceitou logo o convite.

O percurso do Hugo é muito interessante no sentido em que experimentou várias coisas, “Estatística e Investigação Operacional” uma vez que gosta/gostava desse tipo de coisas, mas percebeu que não era bem aquilo que pretendia, e deixou a estatística e arranjou emprego na TMN, onde conciliava com um novo curso, o de “Gestão e Engenharia Industrial”. Como gostava e era bom naquilo que fazia na TMN, acabou por se desligar do curso, e subir dentro da empresa onde esteve 10 anos. Uma vez que acabou por chegar a um cargo onde coordenava outras pessoas, percebeu o interesse pelos “Recursos Humanos”, curso que passou a frequentar e a gostar, pois conseguia ver, como ele próprio diz, a aplicabilidade daquilo que aprendia na universidade, pois a experiência da práctica no trabalho era complementar com a teoria.

Tal como eu o Hugo considera que deveríamos ter experiências reais antes de nos metermos a tirar um curso superior, a pessoa que somos dos 15 aos 18/19 anos, não é uma pessoa com conhecimentos suficientes sobre o mundo e de que maneira nos queremos relacionar com ele, partindo de uma base académica que se encaixe com uma visão do mundo mais real e abrangente.

A fotografia surgiu, ou melhor, nunca esteve ausente, mas quando o Hugo saiu da TMN, achou que iria ter uns tempos para pensar no que fazer da vida, mas acabou por estar dois anos a viver da fotografia, algo que aconteceu quase de forma orgânica, sem grandes planeamentos, alguém que precisava de um fotógrafo, e “voilá”, os trabalhos começaram a surgir.

O Hugo desde 2010 trabalha na Associação Nacional dos Ópticos, como Assessor de Direcção, tendo sido, segundo ele uma decisão ponderada e não apaixonada, pela estabilidade que um emprego “normal” traz, mas acaba por beneficiar a paixão da fotografia, pois quando fotografa, aos fins de semana, e após o seu horário de trabalho, fá-lo de uma forma mais liberta da pressão que o “viver da fotografia” de certa forma obrigaria.

O próprio podcast, para mim, pretendo que seja algo paralelo, não seja a minha fonte principal de rendimento, a liberdade de escolhas que isso permite, beneficia de certeza a mim, aos convidados e a quem segue o podcast.