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episódio 142, H.O.W. – Hostel On Wheels

Os convidados desta vez são o Rodrigo, o Luís e o Hugo, três amigos que decidiram mudar de vida, largar os seus empregos, e criar a sua empresa.
O Hugo é o Hugo Macedo, que eu entrevistei há três anos, e foi por isso que fiquei a conhecer a H.O.W., uma empresa de aluguer de autocaravanas, mas mais do que isso é uma maneira de permitir a outros viverem também eles novas aventuras.
Retirado do site da HOW:
Rodrigo, é o careca, o homem de familia, mulher e filhos, o pacote completa. Fala muito, com toda a gente, não se cala. Adora ski e surf, e qualquer atividade que o faça mexer.

Luis é o viajante, dêem-lhe uma mochila e um bilhete de avião e encontram o homem mais feliz deste planeta. O Luís e o Hugo já viajaram por mais de 50 países juntos.

Hugo é o artista, adora África e o desconhecido. De preferência que consiga capturar esses momentos com a sua máquina.”

Para ler o texto mais longo com a minhas reflexões sobre a nossa conversa, tornem-se patronos no Patreon.

episódio 60 Hugo Macedo

O convidado desta semana é o Hugo Macedo, fotógrafo que recentemente teve uma exposição em Lisboa,  no Destinations Hostels na Estação do Rossio. A exposição chamava-se “Tabasamu” e um amigo comum, o Nuno Gaudêncio,  sugeriu-me a ida à inauguração, que infelizmente não consegui ir.

Daí surgiu a ideia de entrevistar o Hugo, que aceitou logo o convite.

O percurso do Hugo é muito interessante no sentido em que experimentou várias coisas, “Estatística e Investigação Operacional” uma vez que gosta/gostava desse tipo de coisas, mas percebeu que não era bem aquilo que pretendia, e deixou a estatística e arranjou emprego na TMN, onde conciliava com um novo curso, o de “Gestão e Engenharia Industrial”. Como gostava e era bom naquilo que fazia na TMN, acabou por se desligar do curso, e subir dentro da empresa onde esteve 10 anos. Uma vez que acabou por chegar a um cargo onde coordenava outras pessoas, percebeu o interesse pelos “Recursos Humanos”, curso que passou a frequentar e a gostar, pois conseguia ver, como ele próprio diz, a aplicabilidade daquilo que aprendia na universidade, pois a experiência da práctica no trabalho era complementar com a teoria.

Tal como eu o Hugo considera que deveríamos ter experiências reais antes de nos metermos a tirar um curso superior, a pessoa que somos dos 15 aos 18/19 anos, não é uma pessoa com conhecimentos suficientes sobre o mundo e de que maneira nos queremos relacionar com ele, partindo de uma base académica que se encaixe com uma visão do mundo mais real e abrangente.

A fotografia surgiu, ou melhor, nunca esteve ausente, mas quando o Hugo saiu da TMN, achou que iria ter uns tempos para pensar no que fazer da vida, mas acabou por estar dois anos a viver da fotografia, algo que aconteceu quase de forma orgânica, sem grandes planeamentos, alguém que precisava de um fotógrafo, e “voilá”, os trabalhos começaram a surgir.

O Hugo desde 2010 trabalha na Associação Nacional dos Ópticos, como Assessor de Direcção, tendo sido, segundo ele uma decisão ponderada e não apaixonada, pela estabilidade que um emprego “normal” traz, mas acaba por beneficiar a paixão da fotografia, pois quando fotografa, aos fins de semana, e após o seu horário de trabalho, fá-lo de uma forma mais liberta da pressão que o “viver da fotografia” de certa forma obrigaria.

O próprio podcast, para mim, pretendo que seja algo paralelo, não seja a minha fonte principal de rendimento, a liberdade de escolhas que isso permite, beneficia de certeza a mim, aos convidados e a quem segue o podcast.