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episódio 148, Richard Câmara

O convidado desta vez é o Richard Câmara ilustrador que tem no desenho um verdadeiro aliado.

Foi através de uma partilha do anterior convidado, o André Oliveira que cheguei ao Richard, estava a vender alguns livros que comprei, e a quando da entrega combinámos que haveríamos de conversar para o Falar Criativo.

Ele vive em Espanha, mas vem cá de vez em quando para dar uma formação chamada “Lisboa, da outra margem” , uma formação em diário gráfico destinada a quem quer aprender a desenhar, mas mais do que isso, ter gosto pelo desenho. 

À data de publicação deste post, Lisboa, da outra margem já está esgotado, mas o SketchbookCamp também do Richard ainda tem vagas, e eu se não estivesse de férias em família também ia.

Errata: Durante o episódio o Richard enganou-se no nome do Jornalista e coordenador do DN Jovem que referiu a dada altura como sendo o Carlos Dias: o nome correcto é Manuel Dias

Site do Richard.

Livro sugerido:

episódio 147, Little Black Spot – Raquel Costa e Nuno Filipe Cancelinha

Os convidados desta vez são a Raquel Costa e o Nuno Filipe Cancelinha, que juntos compõem o Little Black Spot.

Já em Setembro tinha conversado com a Raquel sem saber que estava a conversar com ela, quando estive no THU, isto é sabia que a Raquel como Little Black Spot existia, mas não a conhecia pessoalmente. Desde aí ficou alinhavado que esta conversa iria acontecer, e quando a voltei a encontrá-la no Amadora BD, conheci também o Nuno, e fiquei com a certeza que tinha mesmo de falar com eles.

Voltei a encontrá-los no Festival de BD de Beja, e aí afinámos calendários para conseguir ter tempo para conversar com tempo.

O leque de coisas que eles fazem é bastante alargado, mas a base é a das histórias, tudo o que fazem conta uma história, seja ele uma ilustração, um texto, uma cadeira, ou a decoração de espaços. São as histórias que nos movem, são elas que nos emocionam, e quando há emoção há acção.

Fica aqui então a pergunta, o que é que te emociona?

Dúvidas, sugestões, o que for, rui@falarcriativo.com.

Livros falados:

 

 

 

episódio 140, Ricardo Cabral

O convidado desta vez é o ilustrador Ricardo Cabral.

Conheci o Ricardo na última edição de Feira do Livro de Lisboa, em Junho, tendo-me sido apresentado pelo anterior convidado Filipe Andrade.

Voltei a encontrar-me com ele no THU, onde falámos algumas vezes, e depois disso, de volta à “vida real” , perguntei-lhe se estaria disponível para ser entrevistado, e este foi o resultado.

Livros falados:

O homem que caminha do Jiro Taniguchi.

H.P.Lovecraft.

Dave McKean.

 

Para ler o texto mais longo com a minhas reflexões sobre a nossa conversa, tornem-se patronos no Patreon.

 

episódio 125, Afonso Cruz

O convidado desta semana é o Afonso Cruz, escritor, ilustrador, realizador, e músico, que eu há muito gostava de ter entrevistado, desde que ouvi a entrevista que ele deu à Inês Meneses no Fala com Ela, mas que me fez ir adiando, pois acho que a conversa entre os dois foi muito boa, e havia o receio de me comparar, e falhar.

Mas um destes dias, ao ler um texto do Afonso, partilhei-o e na partilha disse que gostava de conversar com ele. Minutos depois, o Filipe Lopes, anterior convidado, e a Edite Amorim anterior convidada, puseram-me em contacto com ele através do facebook, o que mostra que estamos todos muitos próximos e disponíveis para ajudar.

Combinámos o dia e eu iria deslocar-me a Avis no Alentejo, onde ele vive, mas sorte a minha e disponibilidade dele, veio à Feira do livro de Lisboa, e acabou por passar antes cá em casa para conversarmos.

O Afonso é um grande escritor, com prémios já no seu currículo, e acho que vai ser ainda maior, tem uma maneira cativante de escrever, muito criativa, é produtivo, e tem a noção do ofício da escrita, algo que faz faltas a muitos de nós, nos quais me incluo, esta noção que há um lado oficinal, pragmático quando queremos desenvolver a nossa arte, seja ela escrever, pintar, desenhar, inventar, e até fazer podcasts. A repetição, a tentativa, a experimentação, são ferramentas essenciais para o crescimento, a evolução, é nestas iterações que percebemos o que faz ou não sentido, onde podemos melhorar, e de que forma.

O seu processo criativo é interessante, trouxe-o da animação onde trabalhou, onde define um início, e um fim, e um meio, e vai preenchendo os meios que existem entre dois momentos, simples e eficaz. Tenho reflectido sobre esta maneira de trabalhar, e admito que me agrada como estrutura de trabalho, e até como estrutura de vida, pois, torna-nos conscientes de onde estamos, o nosso início, estabelecemos um fim, o objectivo a alcançar, e vamos pensando como poderemos ir preenchendo as partes que ainda não sabemos, mas que podemos apontar como possibilidades, com a vantagem de sermos tolerantes com as mudanças de objectivos, caso faça sentido, e atentos às respostas que nos podem surgir, uma vez que vamos construindo uma narrativa que vai ganhando sentido, com pontos intermédios aos quais vamos apontando.

A entrevista é longa e cheia de sabedoria, de alguém que tem tido confiança no seu trabalho, que tem a coragem de ser freelancer desde o início da sua carreira, coisa que eu gostaria, mas não tenho a coragem, pois ao contrário dele, se o mês se aproxima do fim e não há muito trabalho/dinheiro,  acredito mais que ele não vai surgir, do que tudo se resolverá e vai correr bem. Percebo que o seu método, a sua experiência, não são comparáveis à minha, percebo que o trabalho com espinha dorsal tem muito mais possibilidade de ser bom. Se eu partir para uma viagem sem saber para onde vou, porque vou, dificilmente encontrarei aquilo que pretendo, serei apenas alguém à deriva, e esse tem sido muito do meu percurso, arrancar sem destino nenhum, como diziam os Trovante na sua 125 Azul, e embora me tenha encontrado com muita gente interessante, não sinto que tenha feito nada digno de nota. Talvez me exija demasiado, mas provavelmente a minha insatisfação, seja o motor para continuar a fazer, para fazer mais e melhor.

Vou tentar desenhar as minhas ideias e projectos desta forma, preencher espaços, pergunta a pergunta.

Foto: Vitorino Coragem