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Falar de felicidade

No dia 31 de Maio, a propósito do lançamento do Audiobook do livro da Rossana Appolloni, com a qual faço o podcast Ousar Ser, houve um pequeno debate sobre o que é isso de se ser feliz, e o que é a felicidade para as várias pessoas presentes.

As pessoas presentes para além de mim, foram a Rossana Appolloni, a Joana Rita Sousa, o Miguel Gizzas, o António Pacheco, e o Zé Pedro Cobra. De todos eles só ainda não entrevistei o Zé Pedro, mas conto fazê-lo brevemente.

Foi um momento diferente para mim, não ser o entrevistador, e passar para o lado de quem exprime a sua opinião, a sua experiência, e o seu entendimento do que é isso de se ser feliz.

Serviu também para perceber que já estou mais à frente do local onde comecei há 19 meses, quando dei início ao Falar Criativo, o que foi um bálsamo, ver que conheci pessoas fantásticas nestes meses, e que de alguma forma contribuí com valor na vida de outras pessoas, que estavam presentes e que seguem o que faço.

Outra coisa de salientar é que fui eu quem gravou, editou, masterizou e finalizou o Audiobook, excelentemente narrado pela Rossana. Eu não tive formação nesta área, e fiquei muito contente com o resultado final do que produzi.

Aconselho que comprem o livro, e se puderem também o Audiobook, o livro é bom, e o audio só o complementa.

A felicidade passa por estas pequenas coisas, quem encontramos pelo caminho e aquilo que aprendemos e partilhamos.

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episódio 74 Joana Rita Sousa

A convidada desta semana é a Joana Rita Sousa, filósofa, que tem um gosto especial pela filosofia para crianças.

Conheci a Joana através do Colab Lisboa, uma vez que ambos fazemos parte desse grupo.

A Joana tem formação na área da criatividade, e o curso de filosofia, assim sendo impunha-se que eu a convidasse a Falar Criativo, pois filosofia e criatividade são coisas que muito me interessam e que têm muito mais a ver do que muitas pessoas pensam.

Precisamente a questão de pensar é importante, pensar é essencial, mas o pensar também precisa de outra coisa importantíssima, o tempo.

O tempo tem várias vertentes, o tempo para pensar, e o tempo para as coisas terem todas condições reunidas e ganharem vida.

Falo por mim, quando digo que penso muito, mas não dou tempo, nem às ideias, nem às coisas que dele necessitam. Tenho pressa.

A Joana também diz que tem pressa, e que muitas vezes não entende, porque razão as outras pessoas não embarcam nessa pressa. Mas Joana pensa, reflecte e faz, são muitas as coisas em que se envolve, mas leva-as a bom porto.

Quando decidiu que queria tirar o curso de filosofia, decidiu com a certeza que nem que depois acabasse a trabalhar num supermercado, era aquele o curso que queria.

Acabou por trabalhar num banco, durante anos, e agora sim vive da sua filosofia.

A história que contou de um limoeiro, reflecte por muito que queiramos ter limões quando achamos que os devemos ter, o limoeiro é que sabe quando está pronto para dar limões.

Nós na nossa vida, ( eu sou exemplo disso ) queremos logo que as situações se resolvam, que a decisão seja rápida, que o emprego ideal surja, que os nossos filhos entendam as coisas à mesma velocidade que os seus colegas (ou até à nossa velocidade), não damos tempo e comparamos de formas por vezes assustadoras.

A filosofia como a Joana a entende, e ensina, é algo essencial para viver uma boa vida, uma vida que possamos olhar para trás sem arrependimentos, onde demos tempo ao limoeiro.