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episódio 48 Christelle Rodrigues

A convidada desta semana é a Christelle Rodrigues da Monóculo, uma empresa que presta serviços na área da edição de livros.

Aconselho a passarem pela página da Monóculo para perceberem melhor as possibilidades que existem para quem quer transformar um manuscrito, num bonito livro físico, e deliciarem-se com o percorrer dos dedos pelas páginas.

Eu cheguei até à Christelle, através da Rossana Appolloni, pois foi a Monóculo que fez a edição do primeiro livro, o “Ousar Ser Feliz” edição independente (versão esgotada, mas podem adquirir a nova versão com o dobro dos textos). Já tinha vontade de conversar com a Christelle há algum tempo mas ainda não se tinha proporcionado  o momento oportuno. A conversa foi cá em casa, algo que me agrada bastante, sinto-me muito bem ao receber os convidados, mais disponível para ouvir, enfim, no meu meio.

Na investigação que fiz, fiquei a saber mais sobre o que a Monóculo fazia, mas pouco sobre a Christelle. Nem o seu aspecto eu conhecia. Dessa forma tive de me auxiliar das minhas primeiras perguntas para perceber de que forma a Monóculo se encaixava no seu percurso de vida.

Fiquei a saber que a pedagogia, o ensinar e o saber,  são grandes motivadores, e bases nas coisas que a Christelle faz. A componente humana também passou na nossa conversa, porque todos os autores que chegam até à Monóculo, são pessoas com expectativas, dúvidas e o sonho de ver o resultado do seu trabalho, da sua ideia virar livro com o qual poderão partilhar as suas histórias com outros.

Foi muito fácil falar com a Christelle, houve empatia logo de início, o partilhar um pouco da minha história, e do objectivo do Falar Criativo, fez com que se sentisse mais à vontade para partilhar a sua história.

Na conversa, antes,  durante e após gravação, fiquei a saber muito mais sobre a edição de livros, das dificuldades, e da felicidade que é ver algo de nós tomar vida, e dessa forma dar vidas aos outros.

episódio 41 Pedro Falcão

O convidado desta semana é o Pedro Falcão, ele é designer, muito ligado ao design de livros, catálogos para exposições, e acima de tudo um criativo muito acessível.

O percurso do Pedro não foi muito linear, no sentido de saber desde pequeno aquilo que queria ser, teve várias experiências formativas, acabando por ingressar num bacharelato de pintura, que não terminou para ingressar no mundo do trabalho e ajudar o seu amigo Mário Feliciano a criar o design da primeira revista de surf em Portugal, a Surf Portugal.

Outra arte que o acompanhou também, foi a música, tendo feito parte de duas bandas, os Red Beans e os Tina and the Top Ten, esta última uma banda que eu conhecia, e que teve algum sucesso nos anos 90.

O Pedro refere algo neste percurso não determinado à partida, e não linear, que me pareceu bastante interessante, quase como uma metodologia, o irmos tentando várias coisas, e quando os resultados vão aparecendo, vamos ganhando a confiança de poder ser por ali.

É importante sabermos com o que é que nos identificamos, e assim ter uma segurança de perceber o que é que realmente queremos.

O livro como objecto é algo que o Pedro considera importante, e não acha que o livro digital seja substituto, pois o manusear do livro físico não tem comparação com o manusear de um dispositivo electrónico que contem bits e bytes.

O surf também faz parte da vida do Pedro, e recentemente ele decidiu criar uma marca de pranchas para surfistas que não tenham própriamente pretensões competitivas.

Quando eu preparava o episódio, e re-ouvia a nossa conversa, houve uma coisa que me ficou gravada, o querer que o seu trabalho se pareça com ele. Não tenho qualquer tipo de dúvida que dessa forma a originalidade e autenticidade do trabalho estão garantidas, pois só há um exemplar de cada um de nós.