Tagged marcas

Tiago-Nunes-Blog

episódio 67 Tiago Nunes

O convidado desta semana é o Tiago Nunes, designer, que tive a sorte de conhecer em Dezembro quando fui a uma “Design Thinking Flash Session” organizada pela With Company, evento partilhado pelo convidado número 11 do Falar Criativo, o Rui Quinta.

O Tiago tirou o curso de Design de Produto da Faculdade de Belas Artes, onde contactou com o lado mais “artístico” do design.

O design como ele próprio se apercebeu, é muito mais do que desenhar coisas, do que compor um flyer, criar um website, ou como muitas pessoas acham, embelezar a coisa para se vender mais caro.

A pós-graduação no ISEG, em Design e Inovação foi fundamental para clarificar determinados conceitos que de alguma forma o Tiago já se tinha apercebido, o design como ferramenta de desenvolvimento de estratégia, de processos.

Este casamento entre um lado mais artístico/criativo, e o lado mais da economia/gestão é algo que me interessa particularmente, pois como pessoa criativa que me considero, tenho alguma dificuldade em ter um pragmatismo económico que me permita viver da enorme quantidade de ideias que me assolam o pensamento.

O Design Thinking (DT) surgiu na vida do Tiago, e como uma pseudo-quase epifania, permitiu-lhe perceber que muitas das coisas que ele já tinha experimentado na práctica, tinha um nome, e havia uma “escola” nos Estados Unidos da Améria, a d.school de Stanford, que oferecia um curso nessa área do DT. Como Stanford estava longe, e havia uma irmã alemã (que também era boa, #palhaçada), rumou até Berlim, onde fez o curso de dois semestres .

O curso fez ver que é fazendo que se aprende, essa componente muito  mão na massa do DT e muito centrada no utilizador é peça fundamental na maneira do Tiago abordar as questões do design.

O Tiago tem um currículo extenso para uma pessoa da idade dele, com experiências internacionais a atestar o valor e capacidade que possui.

Várias vezes o Tiago foi referindo “…tive a sorte…”, mas não me parece que tenha sido sorte, ele faz pelas coisas, gosta bastante do que faz, e faz bem.

Quando lhe pedi para me dizer qual era o “elevator pitch” da With Company, ele disse-me que o Rui Quinta é que é a pessoa da comunicação, mas fiiquei a saber que é uma consultora, uma agência de estratégia de design.

Em tom de brincadeira ofereci-me para ir colaborar com eles, pois quem os conhece percebe que são uns porreiraços, malta muito descontraída que adora o que faz, e por essa razão faz bem, faz muito bem. O ambiente galhofeiro do processo, e do mindset do DT, é sem dúvida algo que gostei muito de experienciar quando tive a oportunidade no Creathon em Cascais.

Como o Tiago refere, as pessoas são a alma do negócio, as pessoas é que fazem a diferença, para mudar uma marca, a mudança tem de começar ao nível do indivíduo, não ao nível de um conjunto de regras e procedimentos.

Foi mais uma conversa que me deixou bastante mais rico, e não falo obviamente de euros.

 

  • Sugestões de Livros
  1. Conversas com Agostinho da Silva.
  2. The Design Of Business do Roger Martin.
  3. Design Driven Innovation do Roberto Verganti.

 

episódio 49 João Vitória

O convidado desta semana é o João Vitória, que é Chief Digital Officer, um desses cargos que só a modernidade nos trouxe. Mas no fundo o João é uma pessoa que gosta de aprender, explorar aquilo que a conectividade via web nos permite.

Eu tomei contacto com o João através do Vasco Durão, o convidado 23 do Falar Criativo, pois os dois têm uma formação em criatividade, o Shaker, onde levam as pessoas a experimentarem vários processos para resolver problemas criativos.

Gostei bastante do facto de o Vasco dizer ao João, “olha, vai falar com o Rui, ele tem entrevistado mais pessoas da área” e isso ser suficiente para o João dizer que sim. Isto mostra duas coisas, que se sugerirmos coisas às pessoas que de facto lhe são favoráveis, no futuro bastará a nossa sugestão e elas irão aceitar pois confiam em nós, a segunda é que se nos mostrarmos dignos e cordiais, o nosso trabalho vai ser reconhecido como merecedor do tempo das pessoas.

Voltando ao João, eu admito que até gosto de tecnologias, redes sociais e esse tipo de coisas, mas estou longe de saber tanto como ele, porém na conversa foi reforçado algo que eu já tinha ideia de ser assim, o facto que as redes sociais são um canal, uma ferramenta, na génese estão as relações entre pessoas, ou como também falámos a relação entre as marcas e os clientes. Como o João refere, as marcas ao virem para o território das redes sociais, estão a abrir uma porta, dessa forma podem entrar coisas boas e coisas más, as marcas ficam mais vulneráveis às críticas, mas também mais próximas de saber o que importa para os seus clientes.

O joão refere que nem todas as redes sociais, ou melhor nem todas estas tecnologias são indicadas para todos os tipos de negócio e todas as marcas, isto é, mais do que receitar uma “injecção de facebook”, há que entender o que é que a marca pretende, e se de facto os clientes de determinado produto ou marca, estão interessados em interagir dessa forma.

episódio 29 Pedro Albuquerque

O convidado desta semana é o Pedro Albuquerque, designer, que me me foi sugerido por um membro da comunidade falar criativo, o Rafael Martins, e ainda bem que o fez pois foi um enorme prazer conhecer e falar com o Pedro.

A conversa foi fácil, o Pedro gosta de conversar e tem coisas para dizer. Falámos de uma questão que tenho muito interesse, a questão das marcas, das pessoas como marcas, também abordámos o tema da marca Portugal e de algumas ideias que o Pedro tem sobre isso.

Dentro de este assunto o Pedro partilhou algo que ele já percebeu e que eu achei bastante interessante, que é o facto de as marcas serem compostas por pessoas que elas próprias são marcas com características próprias, e que mudar uma marca é algo muito difícil se as marcas/pessoas que a constituem não se identificarem com o que algum estratega possa ter pensado para a imagem da marca.

O BOOX é um produto desenvolvido pelo Pedro, e que é na minha opinião genialmente simples e simplesmente genial, uma peça que permite que livros e revistas deixem de ser apenas lombadas numa estante, e se abram e revelem o que de belo têm dentro.

Neste aspecto dos produtos, o Pedro disse algo que retive e que sei que vou passar a pensar dessa maneira quando surgir a oportunidade de desenvolver algum produto, que é o facto de que o mais importante são as experiências, que o design deve ser acima de tudo o desenhar de uma experiência, e daí sim criar uma peça que nos permita vivê-la.

A conversa foi longa, mas nem demos pelo tempo passar pelo extremo interesse que tem aquilo que o Pedro partilhou.

Aconselho vivamente a visita ao site do Pedro, pois está cheio de informação interessante e que nos põem a pensar.

episódio 12 Rodrigo Leitão

O convidado desta semana é o Rodrigo Leitão, publicitário que escreveu um livro sobre o efeito que as marcas têm sobre as nossas opções de compra, “Grandes Expectativas – O Efeito Placebo das Marcas”.

O Rodrigo escreveu um artigo muito interessante sobre valor no site briefing.pt, daí lembrei-me de entrevistá-lo para esmiuçar mais a questão do valor das ideias.

O Nick Cave e o seu ritual de descer para a cave e trabalhar, voltou a surgir na conversa, tenho de ver se o entrevisto!

Aprendi mais umas coisas, que o partilhar das ideias e que andar são uma grande ajuda para a criatividade.