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Cafe-Dalma

episódio 111 – Café D’Alma

Os convidados desta semana são um, mas também são cinco. São um grupo, os Café D’Alma, mas também são o Nicholas Ratcliffe, a Nádia Sousa, o Jaime Ferreira, a Susana Amaral e a Bárbara Santos.

O Nicholas é professor de guitarra de um dos primeiros convidados, o João Banazol, e um dia em conversa com ele surgiu o grupo que o Nicholas tinha, e que seria interessante entrevistar um grupo inteiro.

Passado quase um ano desta conversa, comecei a falar com o Nicholas sobre essa possibilidade, e ele disse-me que daria jeito também ter a entrevista para algo que eles estão a desenvolver para lançamento do grupo.

A preparação que fiz foi um pouco diferente, estudei cinco pessoas de uma só vez, mas também tive de estudar e perceber o tos, os Café D’Alma.

Tive receio que a conversa fosse demasiado fragmentada ao dividi-la pelos cinco, mas não, talvez também pelo facto de o Nicholas e a Nádia terem de alguma forma tomado a seu cargo o falar sobre o grupo, sobre os processos e dinâmicas.

É um conjunto de pessoas, de percursos diferentes, mas que se quiseram juntar para fazer algo diferente para todos, pois embora tivessem tido projectos anteriores, alguns até semelhantes, neste tentam explorar novos territórios fazendo uma mistura rica e diversificada.

Eu admito que ao ouvir algumas coisas deles, senti algo de Madredeus, não sei se pela presença do violoncelo e do acordeão, mas são outra coisa, outro ambiente e uma outra alma.

Eu percebi que seria um desafio pôr todos a participar de maneira igual. Quando os conheci minutos antes da entrevista, alguns membros achavam que não teriam de  falar, e que seria mais fácil se soubessem o que eu ia perguntar. Tentei fazê-los rir, brincando com eles para diminuir o nervosismo, de tal forma que penso ter sido demasiado brincalhão durante a nossa conversa. Mas talvez tenha conseguido tirar mais deles por isso mesmo.

Espero que venham a ser grandes. Têm a sensibilidade, a vontade e a capacidade.