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episódio 20 Paulo Arraiano

O convidado desta semana é o Paulo Arraiano, artista plástico, mais conhecido pela street art, mas que faz outras coisas igualmente interessantes.

Ele é um dos artistas residentes no Cidadela Art District em Cascais, projecto muito interessante que criou espaços para galerias e para artistas, dentro de uma pousada, unindo um hotel a um bairro das artes.

Da conversa com o Paulo retirei várias coisas, uma delas é o facto de os criativos serem pouco criativos na parte económica, se calhar não são todos, existem exemplos que usam a sua criatividade para gerar negócios de milhões, acho sim que tem a ver com incluir espaço para essa área e sobretudo um mindset mais comercial, mas Vender sem nos Vendermos.

A relação que ele tem com a Natureza é algo que acho muito interessante, também acredito que é lá que está tudo o que precisamos como fonte de inspiração, é, é mais súbtil, implica mais atenção, pois a descodificação ainda não está feita e tem de ser feita por nós.

A ideia que o street art pode funcionar como ponto de acupuntura, achei que faz todo o sentido e nunca me tinha ocorrido. Normalmente a street art é feita em zonas degradadas ou abandonadas, ao criar um ponto de atracção vamos irrigar com pessoas aquela parte que está doente, e dessa forma levar algo que pode ajudar a curar.

As frases que mais retive depois de re-ouvir a nossa conversa foram, uma do Paulo outra do Milan Kundera:

“Pouco é o tempo que temos para pensar.”

“O coeficiente da velocidade é proporcional ao coeficiente do esquecimento.” –  Milan Kundera in “A Lentidão”

episódio 19 David Carvalho

O convidado desta semana é o David Carvalho, um designer, artista e director criativo, que tem uma ligação bastante intensa com a música como fonte de inspiração.

Foi muito interessante ver o percurso de formação de um autodidacta, o David foi responsável pelo caminho que escolheu, o que na minha opinião faz com que a fome de fazer mais e melhor não acabe, ele não vê um fim para o seu trabalho, para a suas criações, a sua arte.

O David já trabalhou com grandes marcas, já ganhou prémios, mas como lhe disse nos petiscos que se seguiram à entrevista, não lhe subiu à cabeça, é uma pessoa super acessível, humilde e muito criativo.

Com o David percebi que temos de lutar por aquilo que queremos, nem que isso signifique, ir trabalhar nos nossos projectos, mesmo depois de um dia inteiro no nosso emprego.

 

 

episódio 18 Joana Barra Vaz

A convidada desta semana é a Joana Barra Vaz, compositora, cantora, realizadora, e super simpática.

A Joana foi-me sugerida pelo Bernardo Barata, como sendo uma pessoa interessante para entrevistar, e de facto revelou-se alguém que eu não conhecia, mas no processo de estudo que faço dos entrevistados, antes de os entrevistar fiquei surpreendido com a quantidade e qualidade de coisas que a Joana já fez.

Gostei muito de a conhecer, de ver mais uma vez o lado colaborativo associado à criatividade, alguém que gosta de fazer as coisas pela oportunidade de criar ligações, que a certa altura diz na entrevista “…o importante na criatividade não é o ego, é o que se cria de ligação emocional.” Grande!

episódio 17 Tânia Carvalho

A convidada desta semana é a Tânia Carvalho, coreógrafa, e várias outras coisas, também desenha, canta, uma força criativa.

A conversa não foi das mais fáceis que tive, a Tânia avisou-me logo que não era muito faladora, mas o que não tem de faladora, tem de simpática e talentosa.

Uma pessoa muito confiante que partilhou os seus processos, e uma coisa que eu tenho algum fascínio que é usar a visualização. Os atletas de alta competição usam, pessoas de sucesso usam, e eu gostava de conseguir usar mais, porque acredito que é uma ferramenta bastante poderosa. É continuar a treinar.

  • O site da Tânia aqui.
  • O espectáculo no CCB.

episódio 15 Hélder White

O convidado desta semana é o Hélder White, mais conhecido como Dedy Dread, DJ, produtor, que gosta de música Soul e Funk dos anos 50 e 60, uma época que também considero das mais ricas.

Não conhecia o Hélder (Dedy) pessoalmente, mais foi fácil conversar com ele, super acessível, inquieto com a sua vontade de criar novas músicas, novas ligações.

Gostei desta conversa porque a música é algo que gosto muito, que mexe comigo, embora não saiba tocar qualquer tipo de instrumento. Mais uma vez a colaboração o fazer com a ajuda dos outros, surgiu na conversa, e que ao contrário daquilo que eu achava, as editoras ainda têm nesta cena musical um papel importante.