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episódio 133, Miguel Góis

O convidado desta semana é o Miguel Góis, mais um dos membros dos Gato Fedorento.

Desta vez quem fez a ponte foi o Zé Diogo Quintela, e combinado o dia, ele veio cá a casa para conversarmos, para ter mais uma parte da história e para perceber como o Miguel reservado que é, se deixou convencer a ser uma estrela de televisão.

Se quiserem ajudar o podcast podem fazê-lo através do Patreon.

 

Livros falados:

 

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episódio 117, Ricardo Araújo Pereira regressa

Parte 1 Parte 2

O convidado desta semana, é novamente o Ricardo Araújo Pereira, que regressou para falarmos de algumas coisas que tinham ficado de fora da primeira conversa.

Após a primeira conversa, ficámos os dois com a sensação que havia assuntos importantes que seria interessante abordar.

Combinado o dia, lá me encontrei com ele, desta vez em minha casa, sítio onde gosto muito de receber os convidados, e onde acho que normalmente me correm melhor as entrevistas, pois estou muito mais à vontade, e descontraído.

O principal assunto que tinha ficado de fora da primeira conversa, foi os “Gato Fedorento”, que foram sem dúvida aquilo que fez com que o Ricardo se tornasse mais conhecido, uma vez que houve uma altura em Portugal que o grupo foi na minha opinião a marca mais forte  do país, logo a seguir ao Cristiano Ronaldo.

Falámos de como se juntaram, como as coisas começaram, e como as coisas de repente explodiram e se tornaram enormes.

A fama, é algo que não estava nos planos, foi um dano colateral, eles só queriam escrever textos humorísticos, e mesmo hoje em dia, é esse o trabalho deles, escrever. A representação das suas próprias personagens foi algo que se apresentou como inevitável por não haver dinheiro para contratar actores que representassem os seus textos.

A escassez teve as suas vantagens na minha opinião, porque o lado de “palhaçada entre amigos” é notório para quem os via, e essa amizade e à vontade, contribuíram para um resultado que tocou mais as pessoas, por identificarem ali, uma dinâmica que também tinham com os amigos. Eu pelo menos sentia-o, e outras pessoas que já falei sobre o assunto também.

O Ricardo fala de técnicas para escrita criativa, exercícios que me parecem interessantes, e que sem dúvida irei experimentar, sim, porque eu um dia vou escrever textos humorísticos, acreditem em mim!

Nos links em baixo partilho as ditas técnicas.

Ele foi muita vez “provocado” a vestir o papel de líder do grupo por parte da imprensa, nunca o quis ser, nunca enfiou o carapuço, mas na minha opinião, ele portou-se como um líder, um dos bons.

Um líder para mim, é aquele que quando há algo menos bom na direcção do grupo, recebe o embate, protegendo os outros. Ele ao ser mais cobiçado pelos media, aliviou a pressão sobre os restantes membros, mas, tal como os grandes líderes, na altura de receber o reconhecimento e ou louvores, é o primeiro a chamar a atenção que aquilo é um esforço de grupo, e que nenhum é mais importante que outro.

Não sei se será a última vez que estive com ele ou não, mas mesmo que seja, vale bem a pena.

Se eu o admirava como escritor/comediante antes, muito mais fiquei a admirar ao ver de perto algo que já referi da primeira vez, o seu lado humano, e isso é muito maior que o seu metro e noventa e três.

Sketchs referidos durante a conversa.

 

 

 

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episódio 113 – Ricardo Araújo Pereira

Parte 1 Parte 2

O convidado desta semana é o Ricardo Araújo Pereira, um dos mais conceituados e conhecidos humoristas portugueses.

O Ricardo é alguém que admiro bastante, e sou fã desde os tempos em que fazia sketches no programa “Perfeito Anormal”, de tal forma que eu sabia de cor algumas dessas rábulas, como por exemplo “A minha vida dava um filme indiano”.

No entanto, não era só como fã, o meu interesse em entrevistá-lo. O trabalho dele, o volume e a qualidade, são um exemplo máximo de criatividade, e algo que um curioso como eu gostaria de perceber, e penso que muitos dos ouvintes do podcast partilharão esse interesse.

Sabendo deste meu desejo, a Nídia Nobre, ouvinte do podcast, descobriu que o Ricardo iria falar numa gala de entrega de prémios, e disse-me que estava ali a minha oportunidade para o convidar a passar pelo Falar Criativo.

No dia dessa gala tive de pedir para fazer o meu horário seguido, sem pausa, para sair mais cedo, e conseguir ir lá. Chegado ao local, vi que estavam a colocar o microfone no Ricardo, e disse para comigo “Assim que lhe puserem o microfone, vais lá convidá-lo”. Bem dito bem feito, eu era um homem com uma missão. Abordei-o, e com a simpatia e educação que o caracterizam, acedeu a ser entrevistado, fazendo algumas perguntas sobre o podcast, e de que forma faríamos a entrevista. Deu-me o seu email, e eu, só aí tive uma enorme sensação de realização de missão cumprida.

Trocámos emails para combinar, e uma coisa que me deixou logo impressionado foi o facto de ele se ter oferecido para me ir buscar ao meu local de trabalho, uma vez que fizemos a entrevista nas duas horas que tenho de almoço.

E assim foi, no dia combinado foi-me buscar, e logo mostrou o seu humor, ao questionar-me se eu era o Rui, ou se estaria a colocar um estranho dentro do carro.

No caminho fui-lhe explicando o projecto, e fiquei a saber que já tinha ido ouvir alguns episódios, nomeadamente o da Susana Romana.

Tirámos a fotografia da praxe, na qual pareço um anão (ele é mesmo alto), e começámos a conversar.

Eu admito que estava nervoso, pois na preparação que fiz, encontrei muitas entrevistas, muitas interessantes, e pensei para comigo, que caminho escolher para não ser só mais uma, e de que forma conduziria a conversa.

A conversa fluiu, embora eu possa por vezes não ter sido tão paciente como já fui noutras entrevistas, e tenha sido mais participativo do que provavelmente seria desejável. Isto é, senti ao ouvir depois, que parecia haver em mim uma necessidade de ele reconhecer valor em mim, nas minhas ideias e opiniões. Eu queria ser visto por alguém que admiro. Todos nós já passámos por situações destas, mas é sempre bom tentar, e fazer melhor para a próxima.

Falámos da dificuldade de “ser criativo” e ter ideias quando são precisas, das condições necessárias para as ideias surgirem poderem ser facilmente confundidas por nós e pelos outros como preguiça, ou “engonhar”.  O John Cleese explica muito bem esta questão neste video.

O Ricardo referiu, tal como o John Cleese, a questão da criatividade não ser algo exclusivo de certas pessoas, e não ser um talento, mas sim um modo de operar, uma disponibilidade de pensar de forma diferente, uma disponibilidade para brincar/jogar.

O saber “dizer que não” é algo que aconselho a prestarem atenção quando ouvirem o episódio, há dicas muito importantes, de alguém que soube dizer que não a várias propostas, até que surgiu aquela que era irrecusável. A maior parte de nós vai dizendo meios “sins”, e na hora de dizer “SIM!”, já não tem espaço, nem energia. Nessa nota aconselho isto.

Houve muita coisa que ficou por falar, mas ficou apontada uma segunda volta, e espero da próxima vez não ter a limitação da minha hora de almoço.

Sinto que talvez tenha alguma dificuldade em resumir neste texto o que aprendi, mas aprendi bastante, mas a coisa mais importante foi a de que ser famoso, e conhecido, não tem de significar distância, e arrogância. O Ricardo é um exemplo de alguém que está ao mais alto nível naquilo que faz, e continua a ser humilde, acessível e humano.

A entrevista foi realizada no Surya Yoga Shala em Algés, espaço gentilmente cedido pelos meus amigos e professores de yoga, Pedro e Cecília, aos quais muito agradeço.

Livros sugeridos:

Livros referidos: