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episódio 102 – Maria Valadares aka PI

A convidada desta semana é a Maria Valadares, que todos conhecem por Pi.

Quem me falou da Pi. foi a Rossana, e eu fui perceber um pouco mais e achei que tinha ali matéria para conversar, e sobretudo, senti uma vontade enorme de a conhecer, uma vez que a vibração que ela transmitia nas coisas que li e vi, era muito positiva.

Houve uma coisa muito engraçada que se passou que nem comentei com ela, e que foi o facto de assim que me sentei no sofá dela, uma tremenda vontade de me descalçar (o que não fiz), mas que foi para mim a sensação de estar “em casa”, com boa gente.

Talvez por isso, sinto que por vezes falei mais do que devia, a convidada era a Pi, e eu vá de partilhar opiniões e teoria minhas.

Engraçado como muitos de nós têm essa dificuldade de ver o lado mais negócio naquilo que gostamos de fazer. Não que tenhamos todos de ser tubarões, que fazem as coisas só com o objectivo do retorno financeiro, mas há um equilíbrio saudável, que torna aquilo que gostamos de fazer mais sustentável, e dessa forma nos satisfazer ainda mais.

A Pi, pegou numa ideia, e agiu, sem grandes planos de negócios, projecções e estudos de mercado, apenas um objectivo, o de fazer capas para pranchas, de uma forma que alimentasse a sua veia criativa.

A criatividade, não é específica de nenhuma profissão, é sim uma ferramenta que todos podemos e devemos usar, independentemente da tarefa/profissão que desempenhemos.

Saí de lá, cheio de vontade de ir dar um mergulho no mar, ainda não fui, mas se calhar é hoje.

Livro sugerido, foi o “Siddartha” do Herman Hesse.

episódio 41 Pedro Falcão

O convidado desta semana é o Pedro Falcão, ele é designer, muito ligado ao design de livros, catálogos para exposições, e acima de tudo um criativo muito acessível.

O percurso do Pedro não foi muito linear, no sentido de saber desde pequeno aquilo que queria ser, teve várias experiências formativas, acabando por ingressar num bacharelato de pintura, que não terminou para ingressar no mundo do trabalho e ajudar o seu amigo Mário Feliciano a criar o design da primeira revista de surf em Portugal, a Surf Portugal.

Outra arte que o acompanhou também, foi a música, tendo feito parte de duas bandas, os Red Beans e os Tina and the Top Ten, esta última uma banda que eu conhecia, e que teve algum sucesso nos anos 90.

O Pedro refere algo neste percurso não determinado à partida, e não linear, que me pareceu bastante interessante, quase como uma metodologia, o irmos tentando várias coisas, e quando os resultados vão aparecendo, vamos ganhando a confiança de poder ser por ali.

É importante sabermos com o que é que nos identificamos, e assim ter uma segurança de perceber o que é que realmente queremos.

O livro como objecto é algo que o Pedro considera importante, e não acha que o livro digital seja substituto, pois o manusear do livro físico não tem comparação com o manusear de um dispositivo electrónico que contem bits e bytes.

O surf também faz parte da vida do Pedro, e recentemente ele decidiu criar uma marca de pranchas para surfistas que não tenham própriamente pretensões competitivas.

Quando eu preparava o episódio, e re-ouvia a nossa conversa, houve uma coisa que me ficou gravada, o querer que o seu trabalho se pareça com ele. Não tenho qualquer tipo de dúvida que dessa forma a originalidade e autenticidade do trabalho estão garantidas, pois só há um exemplar de cada um de nós.

episódio 10 Marco Santos

O convidado desta semana é o Marco Santos, conhecido como o “Taínha”, uma das pessoas por trás da BloodBrothers Incorporated, um artesão, um shaper, uma pessoa cheia de garra e de ideias, que se percebe dar muito valor ao que é ajudarmos os outros, para todos sermos melhores. Rebelde, irreverente, mas um grande criativo.

Foi uma boa conversa ao sol, em boa companhia.

Gostei de aprender mais um pouco neste caminho de perceber o que leva as pessoas que “fazem” a “fazer”. Percebe-se que duas das grandes forças que levam o Marco a fazer coisas, é o querer fazer diferente e melhor, e o fazer num ambiente de colaboração, onde o resultado final é muito mais do que a soma das partes.