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THU-Blog

episódio especial, a experiência THU

O episódio desta vez, é sobre a minha experiência de ir ao THU, o Trojan Horse was a Unicorn, o evento criado pelo anterior convidado André Lourenço.

Experiência fantástica, onde aprendi bastante, e o episódio é sobre o que aprendi, os conselhos dos oradores, pessoas conceituadas partilharam com  toda a Tribo.

 

Pessoas referidas durante o episódio.

Andre-Lourenco-blog

episódio 119, André Lourenço

O convidado desta semana é o André Lourenço, entre outras coisas, fundador do THU, Trojan Horse was an Unicorn.

O que é o THU?

O THU é um evento para artistas digitais, isso não será algo de inovador, mas a filosofia por trás do evento é, de tal forma que já começaram a surgir eventos “á lá THU” por esse mundo fora.

O André foi-me sugerido pelo José Alves da Silva, convidado 27, por duas vezes, uma quando o entrevistei em 2014, e outra mais recentemente. Confesso que da primeira vez tive alguma curiosidade, mas não dei seguimento à coisa, não entrei em contacto com o André, não consigo explicar porquê, mas agora fez-se luz, e fez tudo o sentido, e sinto que o entrevistei na altura certa.

O THU está numa altura madura, e já é referência, e o André também ele está mais tranquilo e em paz.

Com 27 anos o André tinha uma dívida gigantesca, estava falido, voltou para casa dos pais, e teve de refazer tudo não a partir do zero, mas a partir de negativos.

O que ele fez de diferente de muitos empresários com dívidas, foi que não fugiu às suas responsabilidades, e quis honrar os compromissos assumidos. Quando lhe perguntei qual a motivação para se levantar após tão grande tombo, respondeu-me, que a motivação era pagar as dívidas e limpar o seu nome.

A entrevista é longa, mas sinto que para percebermos o André e o sucesso do THU, era essencial enquadrar o percurso, as mudanças de mindset, a evolução e o crescimento dele como pessoa, e de que forma isso se reflecte na maneira como encara os desafios que tão grande evento acarreta.

Falamos de que somos muitas vezes a maior barreira entre o queremos, e o que obtemos, arranjamos desculpas, seja o facto de sermos portugueses, seja não termos os conhecimentos certos. O falhar, a relação entre estar preparado para o que pode correr mal, a coragem de assumir erros, o retirar o ego da frente, e ter a inteligência emocional de perceber os outros, o que os motiva, e de que forma se mudam mentalidades.

O THU é um evento que tem tudo a ver com o Falar Criativo, é um evento que tenta mostrar que as dúvidas e as inseguranças, são constantes, mesmo entre aqueles que já estão nos patamares mais altos, e que tenta passar a mensagem na primeira pessoa, através daqueles que todos os dias lutam para mostrar as suas ideias, a sua arte.

Gostei muito de conhecer o André, e tenho a certeza que através de pessoas como ele, nós portugueses podemos mais uma vez dar novos mundos ao mundo, nem que seja numa maneira mais humana de fazer eventos.

 

 

 

episódio 27 José Alves da Silva

O convidado desta semana é o José Alves da Silva, ele é artista 3D, entre outras coisas cria personagens digitais, é uma pessoa bastante acessível, e uma referência mundial no meio do 3D.

A conversa teve lugar no escritório de um outro convidado do falar criativo, o António Castanheira, que gentilmente cedeu o espaço para a entrevista, uma vez que a Nebula-Studios, a empresa onde o José trabalha às segundas, quartas e sextas, é mesmo ao lado da empresa do António. O José  que é freelancer, arranjou um equilíbrio entre os dias que passa sozinho em casa, e estes dias em que se junta aos seus amigos da Nebula Studios.

O José , embora tenha tirado o curso de arquitectura, é mais um autodidacta, pois quando lhe surgiu o interesse pelo 3D não havia formação cá em Portugal que respondesse à sua necessidade, daí ele ter de pegar nos manuais do software e estudá-los a fundo.

Ele refere algo importante relativamente a esta questão do software, que existem jovens hoje em dia que se focam mais neste do que nos princípios básicos da arte, quer dizer a representação digital replica ou parte da realidade, assim sendo é fundamental saber anatomia, composição, teoria da cor, teoria da luz, e todas as capacidades que um artista não digital tem de dominar, pois como o José diz, o software está sempre a mudar, enquanto que os primcípios estão cá há milheres de anos.

O José esteve, e está, envolvido num festival de animação e efeitos especiais virtuais (Animation & VFX), o “Trojan Horse was an Unicorn”, que teve a sua primeira edição no ano de 2013, e se tornou logo num dos mais importantes festivais a nível mundial nesta área.

Encontrei um video que mostra o excelente ambiente que se viveu no festival, e que concerteza só vai melhorar este ano.

O José disse algo relativamente aos criadores deste festival, que ele também sentiu quando criou a sua empresa, que foi: “A audácia de quem não sabe no que se está a meter.” Retive isto na minha cabeça, e se calhar por vezes temos de ter esta ignorância audaz, saltar, e acreditar que vale a pena.