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episódio 102 – Maria Valadares aka PI

A convidada desta semana é a Maria Valadares, que todos conhecem por Pi.

Quem me falou da Pi. foi a Rossana, e eu fui perceber um pouco mais e achei que tinha ali matéria para conversar, e sobretudo, senti uma vontade enorme de a conhecer, uma vez que a vibração que ela transmitia nas coisas que li e vi, era muito positiva.

Houve uma coisa muito engraçada que se passou que nem comentei com ela, e que foi o facto de assim que me sentei no sofá dela, uma tremenda vontade de me descalçar (o que não fiz), mas que foi para mim a sensação de estar “em casa”, com boa gente.

Talvez por isso, sinto que por vezes falei mais do que devia, a convidada era a Pi, e eu vá de partilhar opiniões e teoria minhas.

Engraçado como muitos de nós têm essa dificuldade de ver o lado mais negócio naquilo que gostamos de fazer. Não que tenhamos todos de ser tubarões, que fazem as coisas só com o objectivo do retorno financeiro, mas há um equilíbrio saudável, que torna aquilo que gostamos de fazer mais sustentável, e dessa forma nos satisfazer ainda mais.

A Pi, pegou numa ideia, e agiu, sem grandes planos de negócios, projecções e estudos de mercado, apenas um objectivo, o de fazer capas para pranchas, de uma forma que alimentasse a sua veia criativa.

A criatividade, não é específica de nenhuma profissão, é sim uma ferramenta que todos podemos e devemos usar, independentemente da tarefa/profissão que desempenhemos.

Saí de lá, cheio de vontade de ir dar um mergulho no mar, ainda não fui, mas se calhar é hoje.

Livro sugerido, foi o “Siddartha” do Herman Hesse.

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episódio 80 – Catarina Catarino

A convidada desta semana é a Catarina Catarino, a qual tomei contacto através de um grupo que ambos fazemos parte, grupo esse em que somos (pelo que sei) os dois únicos portugueses.

Chamou-me à atenção estar mais um português, neste caso uma portuguesa, naquele grupo, pois faço parte de outros grupos do género e não é comum encontrar lá almas lusas.

Investiguei o que a Catarina fazia, e apercebi-me que estava na área da nutrição, postura e movimento, áreas que bastante me interessam, mas acima de tudo quis falar com ela pela abordagem que ela tem do assunto.

Estando sediada na Madeira, e sendo portuguesa, isso não a impediu de ter a coragem de ver o mundo como possível mercado, pois através do Skype e o site em inglês, a localização e a língua deixaram de ser impedimento.

A criatividade para mim, como as pessoas que seguem o podcast já sabem, passa por muita coisa, e está presente em quase tudo, seja na forma como nos mexemos seja na forma como comemos.

Muitos de nós, quando a pressão aumenta, deixamos de fazer aquilo que nos colocou em posição de fazer bem, passamos a comer a primeira coisa que nos aparece à frente (de preferência cheia de açúcar), e normalmente à pressa. A questão é que nós somos mente e corpo, e atrevo-me a dizer que as ideias, e aquilo que fazemos com elas, passa também pela maneira como nos alimentamos e como nos mexemos. A falta de energia para fazer, ou uma letargia mental, que nos inibe de estarmos no nosso melhor para produzir algo de valor, é muitas vezes parte de um ciclo que começa numa sobrecarga, que resulta em más posturas, falta de exercício e o recurso a comidas que no deêm um ganho calórico rápido, mas que logo de seguida se esgota e deixa mais mazelas que benefícios. Até podemos conseguir “enganar” o corpo durante algum tempo e “espremer-lhe” ideias de valor, mas é um caminho que cedo acaba e nos faz embater numa parede.

Essa parede pode ser um esgotamento, uma gordura abdominal que teima em não desaparecer, uma forte dor nas costas que nos acompanha todo o dia, e tudo porque não fomos ouvindo os sinais do corpo, e achamos que a mente controla tudo, e que “é só mais um bocadinho”.

Eu por mim falo, pois quando as coisas para fazer são mais que o tempo para as fazer, a tendência natural é largar o tempo “perdido” como exercício, e comer qualquer coisa rápida, e os doces passam a puxar por mim como um remoinho que leva tudo para o fundo.

Mas por mim também falo que se resisto ao pensamento inicial de ceder à pressão, o resultado é bem superior, mais sustentado, pois consigo fazê-lo de forma mais regular.

Como a Catarina diz, a digestão é importante, seja comida ou informação, e para digerir é preciso tempo.

 

 

 

episódio 65 Catarina Sousa

A convidada desta semana é a Catarina Sousa, arquitecta que tive contacto através de  uma partilha de uma amiga minha, a Cecília Lopes que tem um centro de yoga onde a Catarina pratica, o Surya Yoga Shala.

A Catarina tem uma página no facebook Inner Tree, onde partilha dicas, frases, e outras coisas relacionadas com a  harmonia, arquitectura, feng shui, e outros assuntos afins.

Quando fui falar com a Catarina andava eu próprio a sentir-me desconfortável na minha própria casa, e a sentir que havia várias coisas que não fluiam, o podcast, a relação com as minhas filhas, e até a relação comigo mesmo.

Sentia a falta de um espaço dedicado ao trabalho, pois o escritório era um bocado que eu ocupava na sala. O espaço para criar o escritório existia, estava era cheio de tralha e a preguiça/procrastinação não deixavam que a mudança se fizesse.

Já está, neste momento escrevo no dito espaço, que era uma pena estar dedicado a acumular tralha. Foto da vista em anexo.

Foto-Office

A Catarina tem um percurso dentro da arquitectura até bastante lógico, trabalhar num atelier durante 10 anos, chegar a ter sociedade, e depois perceber que a vida não pode ser só isto.

O seu gosto pela harmonia fizeram-na chegar ao Feng Shui, uma “corrente de pensamento analítico” (segundo a wikipédia), que tenta criar essa mesma harmonia nos espaços onde habitamos.

Agora a Catarina tem essa ferramenta que usa para fazer avaliações de espaços, usando instrumentos como a Lo Pan, que ajudam a tornar mais claro aquilo que por vezes sentimos e não conseguimos identificar quando entramos numa sala que parece não funcionar.

Como ponto de partida é essencial “destralhar”, vermo-nos livres daquilo que já não usamos e que vamos deixando ficar lá por casa, e que acaba por bloquear o fluxo normal da energia.

Haverá concerteza pessoas que não acreditam em nada destas coisas, mas eu não sou dessas pessoas, eu acredito que as coisas que nos rodeiam nos influenciam, mas mais importante do que isso é a ligação emocional que criamos a certas coisas, um apego que não nos deixam avançar como se de uma âncora se tratasse.

A sensação que fiquei ao falar com a Catarina é que as coisas fluem porque ela respeita o seu ser, se respeita, e essa clareza que vem de não forçar, permitiu-lhe ver uma oportunidade de negócio numa necessidade, e assim criou a Mercearia da Terra, um pequeno negócio que traz para a cidade as riquezas escondidas que temos em muitas zonas rurais de Portugal.

Vou então respeitar-me mais, largar o excesso e zarpar a àguas mais prolíferas.

LIRIO-DA-PAZ-1Lírio da Paz – serve para absorver radiações. Obrigado Sr Lírio.

LO-Pan-Feng-Shui Lo Pan – Bússola para o Feng Shui