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episódio 77 Isa Silva

A convidada desta semana é a Isa Silva, ilustradora, artista plástica, escritora, uma lista bastante extensa de capacidades, e que me foi sugerida pelo ouvinte Rui Santos, que me contou que a Isa era uma artista bastante interessante, e muito activa no Twitter.

Fui investigar e ver os links que o Rui me enviou, e apercebi-me que sem dúvida queria falar com a Isa, sobre a diversidade do seu trabalho, e um estilo muito próprio.

O percurso é muito interessante, variado, que começou no desenho na Escola António Arroio, mas que “a vida obrigou” a por um pouco de lado, trabalhando como dactilógrafa, mas que desta forma a fez ter contacto com o mundo dos computadores, e a partir daí chegou à formação nessa área, e daí para o software de design gráfico.

Ao voltar ao lado mais criativo com mais força, fez que estivesse nos primórdios da internet, fazendo sites no idos de 1998.

Cedo contactou com o teletrabalho, e criou mecanismos de se auto-disciplinar no trabalhar a partir de casa, que de muito lhe tem servido na sua situação de desemprego, sempre ajudada pelo desenho e pela pintura.

Falámos na importância que a internet e o Twitter têm no seu processo criativo, buscando referências, absorvendo toda aquela informação que depois de digerida lhe serve para os trabalhos que lhe pedem.

A Isa é uma pessoa que é uma autodidacta, que quando precisa, aprende, estuda e arrisca, como fez para escrever a sua peça de teatro, “A Lua que queria ser quadrada”, onde além de escrever, desenhar os cenários e figurinos, também fez a encenação.

A “Marciana” como a Isa é conhecida, tem duas antenas, a antena da razão e a do coração, que eu acho que todos temos, mas muitas vezes não ouvimos da mesma forma, ganhando normalmente a razão, pois é muito mais matreira.

As ideias são quase uma praga que muitas vezes impedem o adormecer calmo e sereno que a Isa gostaria, mas os resultados são muito interessantes.

Gostaria de deixar aqui um agradecimento público à Isa pelo belo íman que que ofereceu das suas SquareFaces, e eu escolhi alguém que muito admiro o António Variações.

Podem comprar os ímans no Museu da Marinha.

Termino com uma bela frase da Isa:

“As coincidências são acasos muito bem programados.”