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Desbloquear

Falar mais Criativo – episódio 26, Desbloquear: dicas de criatividade para especialistas.

Esta semana eu e a Anita Silva, damos uma ajuda aquelas pessoas que por serem especialistas em determinada área, por vezes têm dificuldade em ver soluções inovadoras.

No fundo somos todos, pois todos temos algo em que temos mais conhecimento, e por vezes não conseguimos ver soluções óbvias por estarmos formatados segundo determinadas regras e códigos específicos da área.

A Anita trouxe quatro dicas para ajudar os especialistas a desbloquear, ouçam e fiquem a saber quais são.

Dúvidas ou sugestões, rui@falarcriativo.com ou emaildamais@gmail.com.

A Lista Phoenix

Falar mais Criativo – episódio 25, A Lista Phoenix: Beba um café com o seu Problema

Neste episódio, eu Rui Branco e a Anita Silva, falamos de mais uma técnica para gerar soluções de problemas, que é a Lista de Phoenix (Phoenix Checklist).

O problema é, como conseguir mais avaliações e críticas no iTunes para o Falar Criativo.

Se quiserem deixar a avaliação, têm aqui os links.

Video a explicar como deixar a avaliação no iTunes.

 

A Lista (checklist)  é dividida em duas secções: O Problema e O Plano. Use a lista como uma base para montar sua lista pessoal de perguntas e siga os seguintes passos:

  1. Escreva seu desafio: isole o desafio ou problema que você deseja examinar e está empenhado em solucionar.
  2. Faça perguntas: use a lista para dissecar o desafio ou problema sob as diferentes maneiras que possa imaginar.
  3. Anote as respostas: soluções, necessidades de informações, ideias para avaliação e análise, etc.

 PHOENIX CHECKLIST

O PROBLEMA

  • Por que é necessário resolver o problema?
  • Que benefícios terá pela solução do problema?
  • O que é desconhecido?
  • O que é que ainda não compreende?
  • Que informação tem?
  • O que não é o problema?
  • A informação é suficiente? Ou insuficiente? Ou redundante? Ou contraditória?
  • Pode fazer um diagrama? Ou um desenho?
  • Quais são as fronteiras/limites do problema?
  • Pode separar as várias partes do problema? Pode descrevê-las? Quais são as relações entre as partes do problema?
  • Quais são as constantes (coisas que não podem ser mudadas) do problema?
  • Já viu este problema antes?
  • Já viu este problema de uma forma levemente diferente?
  • Conhece um problema similar?
  • Pode pensar num problema familiar tendo incertezas iguais ou similares?
  • Suponha que encontra um problema relacionado ao seu que já tenha sido solucionado. Pode usá-lo? Pode usar o mesmo método de solução?
  • Pode reformular a apresentação de seu problema? De quantas maneiras diferentes pode apresentá-lo? Mais genérico? Mais específico? As regras podem ser mudadas?
  • Quais são as melhores, piores e mais prováveis conjecturas que pode imaginar?

O PLANO

  • Pode resolver todo o problema? Parte do problema?
  • Que solução gostaria de ter? Pode desenhá-la?
  • Que parcela do desconhecido/incerto pode determinar?
  • O que você pode deduzir da informação que tem?
  • Usou toda a informação?
  • Teve em consideração todos os conceitos e opiniões essenciais relacionadas ao problema?
  • Pode separar os passos do processo de solução de problemas? Pode determinar a correcção de cada passo?
  • Que técnicas de criatividade pode usar para gerar ideias? Quantas técnicas diferentes?
  • Consegue visualizar o resultado? Quantos tipos diferentes de resultados consegue visualizar?
  • De quantas maneiras diferentes tentou solucionar o problema?
  • O que é que outros fizeram?
  • Consegue intuir a solução? Consegue verificar o resultado?
  • O que deve ser feito? Quem deve fazê-lo? Como? Onde? Quando?
  • O que é que precisa fazer agora?
  • Quem será responsável por isto?
  • Pode usar este problema para resolver outro problema?
  • O que faz este problema único e diferente de qualquer outro?
  • Quais os melhores pontos de verificação para avaliar os progressos?
  • Como poderá saber se foi bem sucedido?

 

Dúvidas ou sugestões, rui@falarcriativo.com ou emaildamais@gmail.com.

RicardoAraujoPereira-blog

episódio 113 – Ricardo Araújo Pereira

Parte 1 Parte 2

O convidado desta semana é o Ricardo Araújo Pereira, um dos mais conceituados e conhecidos humoristas portugueses.

O Ricardo é alguém que admiro bastante, e sou fã desde os tempos em que fazia sketches no programa “Perfeito Anormal”, de tal forma que eu sabia de cor algumas dessas rábulas, como por exemplo “A minha vida dava um filme indiano”.

No entanto, não era só como fã, o meu interesse em entrevistá-lo. O trabalho dele, o volume e a qualidade, são um exemplo máximo de criatividade, e algo que um curioso como eu gostaria de perceber, e penso que muitos dos ouvintes do podcast partilharão esse interesse.

Sabendo deste meu desejo, a Nídia Nobre, ouvinte do podcast, descobriu que o Ricardo iria falar numa gala de entrega de prémios, e disse-me que estava ali a minha oportunidade para o convidar a passar pelo Falar Criativo.

No dia dessa gala tive de pedir para fazer o meu horário seguido, sem pausa, para sair mais cedo, e conseguir ir lá. Chegado ao local, vi que estavam a colocar o microfone no Ricardo, e disse para comigo “Assim que lhe puserem o microfone, vais lá convidá-lo”. Bem dito bem feito, eu era um homem com uma missão. Abordei-o, e com a simpatia e educação que o caracterizam, acedeu a ser entrevistado, fazendo algumas perguntas sobre o podcast, e de que forma faríamos a entrevista. Deu-me o seu email, e eu, só aí tive uma enorme sensação de realização de missão cumprida.

Trocámos emails para combinar, e uma coisa que me deixou logo impressionado foi o facto de ele se ter oferecido para me ir buscar ao meu local de trabalho, uma vez que fizemos a entrevista nas duas horas que tenho de almoço.

E assim foi, no dia combinado foi-me buscar, e logo mostrou o seu humor, ao questionar-me se eu era o Rui, ou se estaria a colocar um estranho dentro do carro.

No caminho fui-lhe explicando o projecto, e fiquei a saber que já tinha ido ouvir alguns episódios, nomeadamente o da Susana Romana.

Tirámos a fotografia da praxe, na qual pareço um anão (ele é mesmo alto), e começámos a conversar.

Eu admito que estava nervoso, pois na preparação que fiz, encontrei muitas entrevistas, muitas interessantes, e pensei para comigo, que caminho escolher para não ser só mais uma, e de que forma conduziria a conversa.

A conversa fluiu, embora eu possa por vezes não ter sido tão paciente como já fui noutras entrevistas, e tenha sido mais participativo do que provavelmente seria desejável. Isto é, senti ao ouvir depois, que parecia haver em mim uma necessidade de ele reconhecer valor em mim, nas minhas ideias e opiniões. Eu queria ser visto por alguém que admiro. Todos nós já passámos por situações destas, mas é sempre bom tentar, e fazer melhor para a próxima.

Falámos da dificuldade de “ser criativo” e ter ideias quando são precisas, das condições necessárias para as ideias surgirem poderem ser facilmente confundidas por nós e pelos outros como preguiça, ou “engonhar”.  O John Cleese explica muito bem esta questão neste video.

O Ricardo referiu, tal como o John Cleese, a questão da criatividade não ser algo exclusivo de certas pessoas, e não ser um talento, mas sim um modo de operar, uma disponibilidade de pensar de forma diferente, uma disponibilidade para brincar/jogar.

O saber “dizer que não” é algo que aconselho a prestarem atenção quando ouvirem o episódio, há dicas muito importantes, de alguém que soube dizer que não a várias propostas, até que surgiu aquela que era irrecusável. A maior parte de nós vai dizendo meios “sins”, e na hora de dizer “SIM!”, já não tem espaço, nem energia. Nessa nota aconselho isto.

Houve muita coisa que ficou por falar, mas ficou apontada uma segunda volta, e espero da próxima vez não ter a limitação da minha hora de almoço.

Sinto que talvez tenha alguma dificuldade em resumir neste texto o que aprendi, mas aprendi bastante, mas a coisa mais importante foi a de que ser famoso, e conhecido, não tem de significar distância, e arrogância. O Ricardo é um exemplo de alguém que está ao mais alto nível naquilo que faz, e continua a ser humilde, acessível e humano.

A entrevista foi realizada no Surya Yoga Shala em Algés, espaço gentilmente cedido pelos meus amigos e professores de yoga, Pedro e Cecília, aos quais muito agradeço.

Livros sugeridos:

Livros referidos:

 

 

falarmaiscriativo

Falar mais Criativo – episódio 01, Criatividade

Este é o primeiro episódio de um extra para o Falar Criativo, o falar mais criativo.

Tentaremos dissecar vários conceitos ligados à criatividade.

Neste episódio, eu Rui Branco, e a Anita Silva, tentamos explicar o que é a criatividade, e de que forma todos podemos ser mais criativos.

Dúvidas ou sugestões, rui@falarcriativo.com ou emaildamais@gmail.com.

 

Vitor-Belanciano-Blog

episódio 79 Vitor Belanciano

O convidado desta semana é o Vitor Belanciano, crítico de música, cronista no jornal Público, mas acima de tudo, confirmei isso no tempo em que estive com ele, um pensador, alguém que reflecte sobre as mais variadas questões relacionadas com o Ser humano.

O mês passado o Vitor escreveu um artigo que a Sónia Fernandes partilhou, intitulado “A mentira da criatividade”, artigo que também partilhei e que acho muito certeiro naquilo que eu considero ser a perspectiva “mentirosa” que muitas pessoas têm da criatividade.

Quis logo falar com ele sobre o artigo, (mas vou aqui também admitir, que há muito que sigo as suas críticas musicais e os seus artigos, e até acho que me posso considerar um fã do trabalho dele), e não quis perder a oportunidade de o conhecer pessoalmente. Poderia tê-lo feito numa festa de um amigo comum, onde estivemos os dois, mas na altura não tive a coragem.

Entrei em contacto com o Vitor, disse que gostaria de o entrevistar, e a resposta foi prontamente positiva, o que muito me entusiasmou.

Combinado o dia e hora, lá me dirigi ao local, que se revelou mais ruidoso do que o esperado, e acabámos por ir para casa dele. Por vezes durante a entrevista, os meus comentários são tímidos, a meia voz, para não querer interromper o Vitor, algo a aprender para uma próxima conversa.

Desde o momento que cheguei ao pé dele, a conversa começou a fluir, expliquei-lhe um pouco melhor o que é o Falar Criativo, o meu “why” desta aventura, aquilo que me move, e aquilo em que acredito ser a criatividade e como acho que posso ajudar outras pessoas a acreditar na sua veia criativa.

O percurso do Vitor é daqueles que eu acho muito interessante, um percurso aparentemente não linear, mas de procura, de achar que se pode fazer outras coisas, questionar os porquês e dizer, “porque não?”.

A conversa andou pelo teatro, pela música, pela antropologia, sobre a dificuldade das pessoas que querem levar uma vida de verdade, de autenticidade e como a criatividade e a autenticidade se podem revelar um caminho bastante solitário.

Não quero estragar o que é dito na entrevista, eu por mim conseguiria facilmente dar por mim a partilhar aqui quase tudo, pois a nossa conversa foi daquelas que me fez ligar a várias pessoas a seguir, quando ia no carro, a dizer que tinha sido uma conversa do “caraças” e que o Vitor além de ter confirmado a opinião respeitosa que tinha sobre ele, a superou, pelo seu lado extremamente acessível e humano.

Gostava de lhe ter dado um abraço quando me despedi dele, de ter tirado uma selfie, mas mais uma vez não tive a coragem, fiquei-me apenas por uma foto à sua estante de CD’s…repleta de verdades e autenticidades, reduzidas e embaladas em caixas de plástico.

 

A minha selfie.

estante cds