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episódio 60 Hugo Macedo

O convidado desta semana é o Hugo Macedo, fotógrafo que recentemente teve uma exposição em Lisboa,  no Destinations Hostels na Estação do Rossio. A exposição chamava-se “Tabasamu” e um amigo comum, o Nuno Gaudêncio,  sugeriu-me a ida à inauguração, que infelizmente não consegui ir.

Daí surgiu a ideia de entrevistar o Hugo, que aceitou logo o convite.

O percurso do Hugo é muito interessante no sentido em que experimentou várias coisas, “Estatística e Investigação Operacional” uma vez que gosta/gostava desse tipo de coisas, mas percebeu que não era bem aquilo que pretendia, e deixou a estatística e arranjou emprego na TMN, onde conciliava com um novo curso, o de “Gestão e Engenharia Industrial”. Como gostava e era bom naquilo que fazia na TMN, acabou por se desligar do curso, e subir dentro da empresa onde esteve 10 anos. Uma vez que acabou por chegar a um cargo onde coordenava outras pessoas, percebeu o interesse pelos “Recursos Humanos”, curso que passou a frequentar e a gostar, pois conseguia ver, como ele próprio diz, a aplicabilidade daquilo que aprendia na universidade, pois a experiência da práctica no trabalho era complementar com a teoria.

Tal como eu o Hugo considera que deveríamos ter experiências reais antes de nos metermos a tirar um curso superior, a pessoa que somos dos 15 aos 18/19 anos, não é uma pessoa com conhecimentos suficientes sobre o mundo e de que maneira nos queremos relacionar com ele, partindo de uma base académica que se encaixe com uma visão do mundo mais real e abrangente.

A fotografia surgiu, ou melhor, nunca esteve ausente, mas quando o Hugo saiu da TMN, achou que iria ter uns tempos para pensar no que fazer da vida, mas acabou por estar dois anos a viver da fotografia, algo que aconteceu quase de forma orgânica, sem grandes planeamentos, alguém que precisava de um fotógrafo, e “voilá”, os trabalhos começaram a surgir.

O Hugo desde 2010 trabalha na Associação Nacional dos Ópticos, como Assessor de Direcção, tendo sido, segundo ele uma decisão ponderada e não apaixonada, pela estabilidade que um emprego “normal” traz, mas acaba por beneficiar a paixão da fotografia, pois quando fotografa, aos fins de semana, e após o seu horário de trabalho, fá-lo de uma forma mais liberta da pressão que o “viver da fotografia” de certa forma obrigaria.

O próprio podcast, para mim, pretendo que seja algo paralelo, não seja a minha fonte principal de rendimento, a liberdade de escolhas que isso permite, beneficia de certeza a mim, aos convidados e a quem segue o podcast.

 

 

episódio 46 Filipe Ferreira (parte 1)

O convidado desta semana é o Filipe Ferreira, fotógrafo, e acima de tudo “a real nice guy”.

Tomei contacto com o trabalho do Filipe, através de uma partilha que o Filipe Melo fez de uma foto do Benny Golson tirada pelo Filipe Ferreira. No blog do Filipe Ferreira, ele referia-se à foto como sendo “a foto”, é de facto uma grande fotografia.

O percurso do Filipe é muito interessante, não é muito linear, as coisas foram sucedendo, a “sorte” foi-o encontrando mos sítios certos, e preparado para receber o que ela trazia na sua direcção.

A questão que ele refere do “não” estar garantido, por isso não custa nada perguntar, é algo que não me é fácil, está mais fácil com esta minha aventura de convidar pessoas a serem entrevistadas, mas é uma grande maneira de encarar as coisas que queremos e por vezes não temos coragem de pedir.

O Filipe foi generoso com as pessoas que tem encontrado pelo caminho, e essas pessoas têm retribuído das mais diferentes formas, seja passando-lhe contactos, seja contratando-o para mais trabalhos.

A coisa que mais me agradou da nossa conversa foi perceber que os super-heróis existem, não fazem nada de sobre humano, mas usam o bem como super poder. Fazer algo pelos outros de forma desinteressada compensa, e não é preciso pisar em ninguém para alcançarmos os nossos sonhos.

 

episódio 25 Nuno Moreira

O convidado desta semana é o Nuno Moreira, designer e fotógrafo a viver no Japão, que recentemente editou um fotolivro intitulado “State of Mind”.

O Nuno entrou em contacto comigo a dizer-me que um amigo em Portugal lhe tinha falado do podcast, e se eu o ajudava a promover o livro. Disse-lhe logo que sim, e perguntei-lhe se estaria disponível para ser entrevistado via Skype, uma estreia para mim.

O processo do Nuno fotografar e deixar na máquina e só ver depois foi algo que me agradou, e que faz todo o sentido, pois deixamos o lado crítico desligado e permitimos que o lado criativo tenha mais liberdade.

Para o Nuno começar o dia por ler é algo que lhe dá algum descanso, pois considera que aqueles quinze a vinte minutos dão-lhe energia para continuar com o dia, sabendo que já fez uma coisa que lhe dá gozo e material para trabalhar.

Os processos manuais são algo que considera cada vez mais importante, pela singularidade que isso traz aos trabalhos, uma vez que as ferramentas digitais tendem criar tendências, e a uniformizar.

A gestão da imagem, a responsabilidade que os artistas têm na divulgação dos seus trabalhos, e na auto-promoção, é agora fundamental, mas também mais fácil com as vantagens da globalidade.

Sites do Nuno.

O Nuno vai oferecer um exemplar do seu livro “State of Mind”, para ganhar têm de tirar uma fotografia inspirada no livro e partilhá-la na página do Falar Criativo, a foto com mais “likes” ganha o livro.