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episódio 56 Tiago Neto

O convidado desta semana é o Tiago Neto, amigo de longa data, que já não via há uns dez anos, e que agora é DJ/produtor de música.

Aproveitei a “desculpa” de o Tiago fazer umas músicas para o voltar a ver.

Fui ter com ele à Costa da Caparica, junto à praia, depois de ele ter tido mais uma sessão de bodyboard.

Não sabia muito bem como direccionar a entrevista/conversa, mas sabia que queria saber mais sobre o mundo da música electrónica e de que forma o Tiago entende a música, e como faz.

O Tiago só começou a fazer música electrónica aos 29 anos, mais um exemplo que não é na adolescência que se têm de tomar as decisões para a vida.

A “cena” da música electrónica ou música de dança em Portugal, é pequena, e pelo que percebi sobrelotada. Algo que gera escassez para todos os que tentam vingar neste meio. Poucas discotecas dedicadas, e uma contaminação negativa por parte dos “êxitos” que passam nas rádios.

Parece que estamos a chegar a uma coisa que ouvi há muitos anos, que nos E.U.A. as músicas precisam sempre de letras, pois eles só estão felizes quando podem cantar enquanto dançam.

A música que o Tiago faz é complexa, envolve muitas variáveis, batida, loops, e todas aquelas coisas que eu apenas repito porque ouvi.

Mais uma pessoa que vai deixar o nosso país, a caminho da Austrália em busca de melhores oportunidades de fazer a música que acredita e conseguir viver disso.

O Tiago apesar de haver mais de vinte anos que o conheci, continua igual naquilo que sempre foi dele, um miúdo de olhar vivo, que procura ser feliz, só isso, ser feliz.

episódio 36 Thomas Anahory

O convidado desta semana é o Thomas Anahory, músico que já conta com dois álbuns editados.O Thomas entrou em contacto comigo porque ouviu uma entrevista do Falar Criativo. e perguntou-me se eu poderia divulgar o trabalho dele no blog.

Eu fui ao site dele e depois de ler que practicava bodyboard para descontrair (eu também já fui desses), e ver que desde a juventude a música fazia parte da sua vida, fiquei curioso de falar com ele.

Fui ter a casa dele, e desde logo me senti à vontade, pois a sua alegria e simpatia são contagiantes.

A conversa centrou-se como seria de esperar na música, no percurso do Thomas desde a sua banda no liceu os “Go!” até ao seu projecto actual a solo.

O Thomas trabalha como Sound Designer, ou seja o seu trabalho tem a ver com produção musical, ele trabalha sobre a música de outros interpretes, e tem também a necessidade criativa de partilhar com os outros aquilo que se vai passando na sua vida.

O primeiro álbum, o “So much of me” é como o próprio nome diz um disco muito pessoal, quase autobiográfico, e senti na nossa conversa que a escrita de canções é a forma que o Thomas tem de se exprimir.

O segundo álbum “Thank your lucky stars”, tem uma história de força e coragem envolvida no seu processo criativo, uma vez que o Thomas escreveu o album na convalescência de um transplante renal, onde a ausência das “distracções” normais de quem vai na corrente do esquema/trabalho, permite que a energia criativa se foque e gere resultados mais rápidos.

A história do Thomas é inspiradora e mostra que quando realmente temos de criar algo, o obstáculo é o caminho.

 

episódio 30 Bruno Pernadas

O convidado desta semana é o Bruno Pernadas, um músico que em Março de 2014 editou um albúm a solo com um título que eu achei muito interessante, “How can we be joyful in a world full of knowledge”, e daí surgiu a minha curiosidade em perceber de que forma isso se reflectia na sua forma de pensar.

Pelo que percebi durante a nossa conversa, interessa mais ao Bruno a pergunta que ter resposta para a mesma. Por essa razão fui com uma ideia feita sobre qual o caminho que achei que a conversa poderia tomar, e serviu-me de lição pois, as ideias feitas, são sempre um mau caminho, e dei por mim a improvisar um bocado.

Falámos de viver da música, mas de uma forma “composta”, que eu nunca tinha pensado, pois a música tem várias vertentes, o ensino, a intrepretação, a composição, etc., e é possível “viver da música”, sem ser só vender discos e dar concertos.

O Bruno divide-se em vários projectos, o que demonstra uma vontade de seguir uma via que decidiu cedo, aos 13 anos, que era algo que iria fazer para o resto da vida.

Para um músico de jazz provavelmente será mais difícil do que para um músico pop ou pop-rock, mas não lhe passa pela cabeça fazer cedências nesse sentido para poder ter uma vida mais fácil.

O Bruno parece-me um músico seguro que tem ideias claras relativamente àquilo que quer para si e para a sua música.

A música dele é muito rica, como se pode ouvir neste video.

episódio 18 Joana Barra Vaz

A convidada desta semana é a Joana Barra Vaz, compositora, cantora, realizadora, e super simpática.

A Joana foi-me sugerida pelo Bernardo Barata, como sendo uma pessoa interessante para entrevistar, e de facto revelou-se alguém que eu não conhecia, mas no processo de estudo que faço dos entrevistados, antes de os entrevistar fiquei surpreendido com a quantidade e qualidade de coisas que a Joana já fez.

Gostei muito de a conhecer, de ver mais uma vez o lado colaborativo associado à criatividade, alguém que gosta de fazer as coisas pela oportunidade de criar ligações, que a certa altura diz na entrevista “…o importante na criatividade não é o ego, é o que se cria de ligação emocional.” Grande!

episódio 15 Hélder White

O convidado desta semana é o Hélder White, mais conhecido como Dedy Dread, DJ, produtor, que gosta de música Soul e Funk dos anos 50 e 60, uma época que também considero das mais ricas.

Não conhecia o Hélder (Dedy) pessoalmente, mais foi fácil conversar com ele, super acessível, inquieto com a sua vontade de criar novas músicas, novas ligações.

Gostei desta conversa porque a música é algo que gosto muito, que mexe comigo, embora não saiba tocar qualquer tipo de instrumento. Mais uma vez a colaboração o fazer com a ajuda dos outros, surgiu na conversa, e que ao contrário daquilo que eu achava, as editoras ainda têm nesta cena musical um papel importante.