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episódio 41 Pedro Falcão

O convidado desta semana é o Pedro Falcão, ele é designer, muito ligado ao design de livros, catálogos para exposições, e acima de tudo um criativo muito acessível.

O percurso do Pedro não foi muito linear, no sentido de saber desde pequeno aquilo que queria ser, teve várias experiências formativas, acabando por ingressar num bacharelato de pintura, que não terminou para ingressar no mundo do trabalho e ajudar o seu amigo Mário Feliciano a criar o design da primeira revista de surf em Portugal, a Surf Portugal.

Outra arte que o acompanhou também, foi a música, tendo feito parte de duas bandas, os Red Beans e os Tina and the Top Ten, esta última uma banda que eu conhecia, e que teve algum sucesso nos anos 90.

O Pedro refere algo neste percurso não determinado à partida, e não linear, que me pareceu bastante interessante, quase como uma metodologia, o irmos tentando várias coisas, e quando os resultados vão aparecendo, vamos ganhando a confiança de poder ser por ali.

É importante sabermos com o que é que nos identificamos, e assim ter uma segurança de perceber o que é que realmente queremos.

O livro como objecto é algo que o Pedro considera importante, e não acha que o livro digital seja substituto, pois o manusear do livro físico não tem comparação com o manusear de um dispositivo electrónico que contem bits e bytes.

O surf também faz parte da vida do Pedro, e recentemente ele decidiu criar uma marca de pranchas para surfistas que não tenham própriamente pretensões competitivas.

Quando eu preparava o episódio, e re-ouvia a nossa conversa, houve uma coisa que me ficou gravada, o querer que o seu trabalho se pareça com ele. Não tenho qualquer tipo de dúvida que dessa forma a originalidade e autenticidade do trabalho estão garantidas, pois só há um exemplar de cada um de nós.

episódio 40 Rita Martins

A convidada desta semana é a Rita Martins, uma empreendedora criativa, que criou o seu próprio negócio a partir do nada, a não ser o apoio dos seus familiares, um espaço vazio, e força de vontade.

Eu conheço a Rita há muitos anos, ela é prima de duas grandes amigas minhas, e quando lhe disse que a gostava de entrevistar ela ficou surpreendida,

“Mas eu vou falar de quê?”

e eu expliquei-lhe que ela se enquadrava bastante bem nos exemplos que passam pelo Falar Criativo, de pessoas que transformam as ideias em algo de valor.

Fui ter com ela ao Cercal do Alentejo, à loja dela, depois de ter almoçado com o Diogo Vilhena em  Sines.

Uma vez que é uma área que gosto, e até já estive ligado através de bordados em camisola, quis perceber de que maneira a Rita conseguiu por o negócio a funcionar, pois no meu caso a coisa falhou.

A maneira sustentada que a Rita criou e desenvolveu o negócio foi uma das coisas que mais me agradou, ela não investiu dinheiro que não tinha (como muitos fazem e ficam endividados até ao resto dos seus dias), e mesmo assim tem uma fonte de rendmento que lhe dá para viver.

A parte menos afinada é o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, neste caso o trabalho também é um projecto pessoal que rouba muitas horas ao tempo que a Rita estaria com a família ou a descansar , mas segundo ela é algo que no início de um negócio é necessário. As mudanças parecem estar a caminho, a Rita já percebeu que para estar no seu melhor precisa de descansar e de ter tempo de qualidade com aqueles que lhe são mais próximos.

Foi uma escolha que a Rita fez até aqui, de investir tantas horas no seu projecto, mas como tudo na vida, existe crescimento e mudança, e ela sente que nesta fase já tem a capacidade de reequilibrar as coisas.

Grande exemplo de que o mais importante é o querer fazer e ter o apoio daqueles que gostamos e gostam de nós.

episódio 29 Pedro Albuquerque

O convidado desta semana é o Pedro Albuquerque, designer, que me me foi sugerido por um membro da comunidade falar criativo, o Rafael Martins, e ainda bem que o fez pois foi um enorme prazer conhecer e falar com o Pedro.

A conversa foi fácil, o Pedro gosta de conversar e tem coisas para dizer. Falámos de uma questão que tenho muito interesse, a questão das marcas, das pessoas como marcas, também abordámos o tema da marca Portugal e de algumas ideias que o Pedro tem sobre isso.

Dentro de este assunto o Pedro partilhou algo que ele já percebeu e que eu achei bastante interessante, que é o facto de as marcas serem compostas por pessoas que elas próprias são marcas com características próprias, e que mudar uma marca é algo muito difícil se as marcas/pessoas que a constituem não se identificarem com o que algum estratega possa ter pensado para a imagem da marca.

O BOOX é um produto desenvolvido pelo Pedro, e que é na minha opinião genialmente simples e simplesmente genial, uma peça que permite que livros e revistas deixem de ser apenas lombadas numa estante, e se abram e revelem o que de belo têm dentro.

Neste aspecto dos produtos, o Pedro disse algo que retive e que sei que vou passar a pensar dessa maneira quando surgir a oportunidade de desenvolver algum produto, que é o facto de que o mais importante são as experiências, que o design deve ser acima de tudo o desenhar de uma experiência, e daí sim criar uma peça que nos permita vivê-la.

A conversa foi longa, mas nem demos pelo tempo passar pelo extremo interesse que tem aquilo que o Pedro partilhou.

Aconselho vivamente a visita ao site do Pedro, pois está cheio de informação interessante e que nos põem a pensar.

episódio 25 Nuno Moreira

O convidado desta semana é o Nuno Moreira, designer e fotógrafo a viver no Japão, que recentemente editou um fotolivro intitulado “State of Mind”.

O Nuno entrou em contacto comigo a dizer-me que um amigo em Portugal lhe tinha falado do podcast, e se eu o ajudava a promover o livro. Disse-lhe logo que sim, e perguntei-lhe se estaria disponível para ser entrevistado via Skype, uma estreia para mim.

O processo do Nuno fotografar e deixar na máquina e só ver depois foi algo que me agradou, e que faz todo o sentido, pois deixamos o lado crítico desligado e permitimos que o lado criativo tenha mais liberdade.

Para o Nuno começar o dia por ler é algo que lhe dá algum descanso, pois considera que aqueles quinze a vinte minutos dão-lhe energia para continuar com o dia, sabendo que já fez uma coisa que lhe dá gozo e material para trabalhar.

Os processos manuais são algo que considera cada vez mais importante, pela singularidade que isso traz aos trabalhos, uma vez que as ferramentas digitais tendem criar tendências, e a uniformizar.

A gestão da imagem, a responsabilidade que os artistas têm na divulgação dos seus trabalhos, e na auto-promoção, é agora fundamental, mas também mais fácil com as vantagens da globalidade.

Sites do Nuno.

O Nuno vai oferecer um exemplar do seu livro “State of Mind”, para ganhar têm de tirar uma fotografia inspirada no livro e partilhá-la na página do Falar Criativo, a foto com mais “likes” ganha o livro.

episódio 19 David Carvalho

O convidado desta semana é o David Carvalho, um designer, artista e director criativo, que tem uma ligação bastante intensa com a música como fonte de inspiração.

Foi muito interessante ver o percurso de formação de um autodidacta, o David foi responsável pelo caminho que escolheu, o que na minha opinião faz com que a fome de fazer mais e melhor não acabe, ele não vê um fim para o seu trabalho, para a suas criações, a sua arte.

O David já trabalhou com grandes marcas, já ganhou prémios, mas como lhe disse nos petiscos que se seguiram à entrevista, não lhe subiu à cabeça, é uma pessoa super acessível, humilde e muito criativo.

Com o David percebi que temos de lutar por aquilo que queremos, nem que isso signifique, ir trabalhar nos nossos projectos, mesmo depois de um dia inteiro no nosso emprego.